Viaje com o Universo Zoom para o mundo da lua

As atividades de 2017 do Projeto Universo Zoom encerraram-se em grande estilo: nossos pequenos cineastas responderem a uma carta enviada por Júlia Peccin, uma de nossas parceiras nessa aventura de unir falantes de português ao redor do mundo.

Júlia vive nos Estados Unidos e nos mandou uma mensagem instigante. A partir dela, os alunos do Band criaram Nova Lua resposta em forma de vídeo. Para isso, passaram por todas as etapas que envolvem a produção audiovisual: desde a criação do roteiro até a edição e divulgação do produto final.

Além disso, interagiram, ao longo de todo o ano, com jovens e adultos dos Estados Unidos, da Espanha, da Argentina, da Holanda, do Brasil e de tantos outros lugares do mundo que, por algum motivo, estão unidos pelo português.

Em nosso canal no YouTube você encontra todos os vídeos produzidos por nós e por nossos parceiros. Não deixe de ver. Inscreva-se no canal e acompanhe todas as novidades, que, certamente serão muitas.

Queremos agradecer à Escola Superior de Propaganda e Marketing, que é nossa parceira e nos cedeu seus estúdios para nossas gravações. Ano que vem tem mais!

Bem-vindos ao nosso Universo!

universozoom_foto1_v3 Olá, pessoal, tudo bem? Nós somos o Universo Zoom!!! Neste universo usamos o português para trocar costumes e conhecimento através de vídeos.

Mas… que vídeos? Alunos dos 7os, 8os e 9os anos do Colégio Bandeirantes criam conteúdo a partir de temas sugeridos por participantes do mundo todo, entre eles por alunos de uma universidade nos Países Baixos, de escolas no Brasil, na Argentina e no Japão, e por três famílias — duas nos Estados Unidos e uma na Espanha.

Mas… para que o canal? Bom, caro leitor, o canal é uma maneira divertida de ajudar pessoas que estão aprendendo a língua, de integrar culturas e de encontrar diferentes tipos de falantes do português e interagir com eles. Além disso, de desenvolver uma cultura audiovisual dentro do Band.

Bom, este é o nosso universo. Se quiser conferir nosso trabalho, clique aqui: https://www.youtube.com/channel/UC9u16n4JVmk0TMr7wTU5I9A

Até mais, pessoal !!!

A menina e o golfinho convidam…

A Tribo dos Golfinhos é um projeto idealizado por Susanna Florissi e Silvia Abolafio, sócias na Editora Galpãozinho, que vem sendo desenvolvido com o objetivo de unir falantes da língua portuguesa ao redor do mundo em uma comunidade virtual, que discute questões ambientais e sociais a partir da leitura do livro “A menina e o golfinho”, de Anna Claudia Ramos. Por isso, este nome: Tribo dos Golfinhos!

O Band se juntou a essa comunidade em 2014, quando começaram conversas, trocas de imagens, vídeos e, principalmente ideias, que geraram um filme.

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Inspirado no livro, o filme que une ficção e documentário, foi produzido por alunos dos 7os, 8os e 9os anos do Colégio Bandeirantes em parceria com crianças do Projeto Jurujuba (RJ), profissionais das áreas de Cinema, Biologia e Tecnologia e membros da Tribo.

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A estreia do filme acontecerá no dia 06/11(sexta-feira) às 19h30, na sala A31.

Os convites, gratuitos, são limitados e estão disponíveis no Departamento Cultural até o dia 03/11.

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Retire seus ingressos e divirta-se!!!

Esperamos por você!!!!

Projeto Tribo dos Golfinhos

20141009005304-uxsedfyzkmnrknspxÉ aluno dos 7os., 8os ou 9os anos? Gosta de animais marinhos? Quer manter contato com outros jovens falantes de português ao redor do mundo? Deseja participar da produção de um vídeo? Se você respondeu sim a pelo menos uma dessas perguntas, esse é o projeto ideal para você. Acesse o formulário de inscrição no link abaixo e saiba mais detalhes.

https://docs.google.com/forms/d/1d_hI5LkmtQQxlZWJfPPbduiflw-w4tgmH2peJUOZSjA/viewform?c=0&w=1

 

As pegadas dos nossos palavrartistas

No último dia de provas dos 3.os anos de 2014, o Palavrarte organizou sarau de despedida para os alunos dessa série que enviaram textos para o o blog de Português. Durante o evento, houve o lançamento de ebook com textos dos palavrartistas que se despedem do Band. Nele, além das produções dos alunos, há vídeos com homenagens feitas por vários professores e a animação Pegadas, criada pela aluna Rafaella Milani, com trilha sonora composta pelo professor Wilson Ferreira e poema do professor Arthus Richter Bustamante.

Clique aqui para baixar o ebook diretamente da iBooks Store.

Durante o sarau, vários alunos lerem textos, cantaram e tocaram, tornando a despedida ainda mais emocionante.

Eu nunca sei como começar um texto. Nunca. Então, para começar esse, resolvi remexer algumas memórias minhas.
Eu me lembro claramente do meu primeiro dia de aula. Acho que eu nunca me senti tão sozinho na vida. Mesmo quem eu ja conhecia me parecia estranho, me parecia alguem novo. As conversas não fluiam, os lugares por onde andava eram estranhos, opressores. Tudo era diferente.
Até que eu vi vocês. Um bando de gente esquisita, com umas roupas estranhas, cantando e gritando no meio do pátio. Um garoto usando um “colar” com um cadeado preso, uma garota de cabelos encaracolados com uma cara meio triste, uma moça com cabelo loiro bem claro e olhos verdes, um japonês gordo com casaco de exército, um cara alto e meio cabeludo, com uma cabeça grande, batendo neles e rindo. Não era algo que se via todo dia. Naquele momento, pensei “eu quero ser amigo deles”. O que eu não esperava é que um dia, eu me tornaria amigo deles. O que eu não esperava era que virar amigo deles ia me trazer mais amizades com gente além deles. O que eu não esperava era ficar tão proximo deles.
O que eu não esperava era que, um dia, eu escreveria um texto de despedida pra eles.
Uma despedida que eu realmente espero que seja mais um “tchau” do que um “adeus”, mais um “até semana que vem” do que um “até algum dia”. Uma vírgula, ao invés de um ponto final. E, se for um ponto final, que existam outros capítulos depois desse.
Não escrevo esse texto só para os (ex-)bichos, mas sim para todos os meus amigos do terceiro, que vão embora esse ano.
Que a sua partida não seja sem volta.
Que vocês não se esqueçam do passado.
Que vocês olhem para o passado, por tudo que passaram, e tenham forças pra continuar em frente.
Que vocês sejam felizes de verdade.
E que vocês sempre se lembrem que quem faz o futuro são vocês. Vocês terão o futuro que quiserem e lutarem por. Vocês tem essa chance, corram atrás!
Um dia, tudo isso será história. Eu, vocês, o Band, tudo. Nossos átomos formarão outras coisas no universo. Nossa energia química se dissipará. E tudo que vocês viveram virará nada além de história.
Então tratem de viver direito.
Sejam felizes como vocês nunca foram antes.
Façam coisas que nunca acreditariam que faríam.
Se desafiem a cada dia.
E vivam, não meramente existam.
Mesmo vocês ainda não tendo ido, eu ja sinto saudades do que a gente viveu.
Por quê?
Porque a saudade é o preço que pagamos por memórias inesquecíveis.

Caio de Sandre (2H2)

Caminhos

Andamos numa estrada infinita, uma estrada que mesmo não tendo fim, acaba. Não é uma estrada, mas sim um caminho. Um caminho com vários ramos para se seguir.
Andamos juntos, mas ao mesmo tempo, separados. Ou pelo menos, um dia iremos. Iremos nos separar. Trilhar nossos próprios caminhos, sozinhos. À primeira vista a ausência pode parecer insuportável, melancólica. Porém ao longo de nossa jornada percebemos que é necessário. Percebemos que a ida de pessoas que amamos, não acontecerá uma ou duas vezes, mas sim durante todo o nosso percurso. Entretanto, a ida não significa que nos livraremos dessas pessoas, afinal elas sempre estarão em nossas lembranças, em nossos corações, e talvez até em nossas vidas, elas se foram, mas tudo que nos ensinaram não. Nos lembraremos de nossas piadas, de nossas risadas, das conversas sem nexo, das conversas sérias, dos choros de lamento, dos abraços apertados, dos desabafos, dos conselhos que seguimos e dos que ignoramos também.
Dizem que para seguir em frente e achar o caminho certo é necessário apagar as pegadas. Mas, quem disse que isso é verdade? Podemos olhá-las, mas jamais segui-las e fazer o caminho inverso. Porém é apenas observando-as que nos recordamos do motivo que as fez se tornarem apenas marcas.
Entretanto há alguns rastros que nos perseguem, por mais que tenham sido deixados para trás. No início, estes vestígios nos machucam sutilmente, mas acabam por quase nos destruir. Sim, quase, porque somos fortes e conseguimos não apagá-los, mas aprender com eles.
Enquanto vamos trilhando nosso caminho, pegamos pequenas partes de pessoas que conhecemos e elas, por sua vez, também pegam pequenas partes nossas. Elas se vão e ficam com partes nossas. Nós nos vamos e ficamos com partes delas.
Às vezes olhamos o que temos e nos bate uma saudade, talvez até mais que isso. Pensamos que fomos esquecidos e substituídos. Sim, fomos. Afinal aquele trecho já passou e não há mais o que fazer. Mas sempre podemos nos lembrar da partezinha que cada um pegou de nós.
No fim do nosso caminho temos pedacinhos de todos aqueles que um dia alegraram nossa vida, e que fizeram dela mais que uma simples caminhada.

Vitória Flosi (2B2)

Ser tão sertão

Sítio de sustento dos sujos
Saciados pela sede dos severinos
Da sobra: ceia

Bolsas não asseguram escassos direitos
seguram favores leiloados no mercado do poder
De certo
sentimentos secam em meio ao deserto de sensações

Soja não sana a certeza de estiagem
A semente se suicida sob o solo estéril
Só sobra exportar
suspiro saqueado
sangue e suor
dissolvidos na salgada sina do sertão

Ser tão cede sabedoria
ser tão sede de solução
ser tão sede da seca
Assistência seria a saída sensata?

Joany D’avila – 3B1

Nossos heróis

Desde o maternal à sexta série estou aqui

Na escola, muitas coisas aprendi

Muitos professores na vida já tive

Mas poucos são os que na memória mantive

Porque esses são especiais

E para o meu aprendizado foram essenciais.

Lembro como se fosse ontem

A paciência que eles tiveram não se compara

É como se fosse um dom que receberam

E o prazer em dar aulas perceberam.

Se não tivesse o ensino que tive e tenho

Nem sei o que da vida estaria fazendo

Porque eles, os professores, me ajudaram

E com calma me ensinaram.

Muitas confusões e brincadeiras já causei

E sem elas não seria quem conheço ser

Porque me mudaram e agora sei o que é errado

E o que é certo já foi falado.

Com a escola, sei ou talvez até espero

Que no futuro nunca me sinta perdido

Nesse mundo, sem rumo.

Acredito que não serei assim

Porque vocês me apoiando, compreendendo e ajudando

Estarão sempre no meu coração

E serão sempre minha inspiração.

 

Larissa, Isabela, Milena e Michele (7 A)  outubro – 2014

Certeza

Finalmente
Me livrei desse inferno
Que é a minha necessidade
De ter alguém pra caminhar comigo

Estou trilhando meu próprio caminho
Decidindo meu destino
E não dependendo de mais ninguém

É um grande alívio
Tirar este problema
Que atormentava minha mente
Por inúmeros meses

Agora, não me preocupo com muita coisa
Só presto atenção no caminho que sigo
Pra não fazer os mesmos erros
De meu passado sombrio

Ando, e sinto me alegre
Não mais como uma sombra na escuridão
Mas sim como uma chama
Que queima e tem um brilho
Incandescente como o sol

Convido aqueles que quiserem
A se iluminar também
Só peço pra por favor
Não apagarem esta chama
Que me mantém mais vivo
Do que nunca

 

Bruno Domingues (3E4)