Quem é o professor (ou professora) autor da redação “A palavra”?

 

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O Palavrarte mergulha no mar do tempo e emerge com uma preciosidade em sua rede: um texto escrito aos dezessete anos, por um(a) professor(a) do Band!

Está lançado o desafio: quem adivinhará o autor dessa redação, intitulada “A palavra”? Envie seu palpite, aqui no blog ou em nossa página no Facebook!

A PALAVRA

Ouvir uma música constitui para mim, quase sempre, algo muito peculiar. É uma das formas à qual muitos compositores lançam mão, buscando conscientizar o público sobre um determinado assunto. Hoje ouvi uma música “tipo protesto”, de Chico Buarque de Hollanda, que refletia o moral dos brasileiros, quatro anos após a revolução de sessenta e quatro. E assim, não muito baseado no assunto em si, porém mais fundamentado na forma pela qual Chico Buarque o expôs, foi que resolvi escrever sobre a palavra.

Será que alguém já parou para pensar como é que alguém emite um som e, em frações de segundos, talvez à velocidade da luz, podemos entender, decifrar e conhecer o significado aquele som? Sim, a palavra… é um dom maravilhoso. É uma das formas de liberdade de que dispomos e, como tal, devemos saber como utilizá-la. Mas alguém me pergunta: o que é que a palavra tem a ver com liberdade? Muita é a conexão entre as duas. Quando muitas vezes não gostamos de determinadas coisas devemos, por mais prejuízos que tenhamos, tentar melhorá-las. Uma das formas é o diálogo (unido à ação), a conversa esclarecedora, para mim, a forma mais racional de resolver os problemas, sejam estes relacionados ao que forem! Pena que nos últimos anos a crescente comercialização, o desenvolvimento dos meios de comunicação, os anúncios publicitários, a televisão e tantos outros fatores tenham falado por nós. Isso mesmo: falado e pensado por nós! Nós que ficamos aqui a ouvir e aceitar tudo quanto nos impingem! Ora, com tantos argumentando em nosso lugar, por que é que haveríamos de nos manifestar? E é isso que, infelizmente, os despersonaliza, faz com que não tenhamos opinião própria. Pensamos que é aqui, apenas na escola, que devemos dar nossa opinião sobre uma ou outra coisa. Não, não é nada disso! A luta foi ontem, é hoje, será amanhã, e amanhã, e depois e sempre, em qualquer parte e talvez nunca mude, porque se de um lado temos pessoas confiantes, que lutarão por aquilo que desejarem, do outro temos aqueles que constituir-se-ão nossas barreiras.

E é através da palavra que devemos apresentar nossas ideias, nossas próprias vontades, estejamos certos ou errados, o que me faz lembrar Voltaire: “posso passar toda minha vida negando o que afirmas, mas posso passar igual quantidade de tempo defendendo o direito de falares”. E ele esteve neste mundo dois séculos e alguns anos antes de nós…

A curiosidade matou o gato? Como assim?

gatinhos-1Outro dia, em sala de aula, falando sobre o sentido de algumas expressões populares, um aluno perguntou qual a origem de “A curiosidade matou o gato”. Então, aqui vai a resposta: durante a Idade Média, muitas pessoas associavam os gatos a bruxarias e à má sorte e queriam eliminá-los usando armadilhas.Como esses felinos são naturalmente curiosos, acabavam capturados e mortos

Hoje, a frase é usada quando se deseja dizer que pessoas muito curiosas podem se dar mal. Mas, como nós achamos que os gatos são animais fofinhos e que a curiosidade move o mundo, podemos subverter o ditado popular e criar a nossa própria versão: A curiosidade salvou o gato!

Curtiu?

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Vamos à história: inicialmente, o verbo “curtir” significava colocar couro (ou pele de animal) de molho para amaciá-lo e deter a sua decomposição orgânica. Curtia-se a pele e couro para, por exemplo, transformá-los em peças de vestuário.

Com o tempo, o termo foi ganhando sentidos conotativos e, na década de 1970 (sim, quando muitos de vocês nem sonhavam existir), os que sofriam por amor (ou pela falta dele) “curtiam uma fossa” (sentiam-se tão deprimidos como se estivessem dentro de uma!).

Também em sentido figurado e informal, “curtir” passou a ser sinônimo de esperar que os efeitos desagradáveis de uma bebedeira passassem (Passei o domingo curtindo uma ressaca!)

Há algum tempo, “curtir” ganhou um sentido informal positivo (Será que há algo de masoquista aqui e que associamos a ideia de sofrimento à de prazer?) e agora “curtimos a vida, os amigos, a festa e até as publicações no Facebook!

Pior a emenda que o soneto

Atendendo a pedido do Lucca Blois, aqui vai:

A expressão “pior a emenda que o soneto” significa “tentar arrumar algo e deixar pior do que estava”. Ela surgiu por causa do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765-1805) . Segundo consta, uma pessoa que desejava tornar-se escritor pediu a ele que lesse um poema que ela havia escrito e que anotasse o que deveria ser melhorado. Ao receber o texto de volta, notou que Bocage não havia anotado nada. Pensou que havia feito uma obra-prima, mas, ao conversar com ele, descobriu que ele havia achado o texto tão ruim que nem valia a pena corrigir, porque a emenda/correção deixaria o texto pior do que já era. Assim, a frase tornou-se uma espécie de ditado popular: muitas vezes, é melhor começar tudo de novo, não há jeitinho capaz de melhorar aquilo que nasceu ruim demais!!!

Pegou?

O taxista pergunta:

— A senhora vai pegar o trem? Mas não é muito pesado?

Essa piadinha só é possível devido a uma propriedade da grande maioria das palavras, a polissemia, ou seja, multiplicidade de sentidos.  O verbo “pegar” apresenta mais de trinta significados no dicionário, mas o que determina a acepção empregada é o contexto, por isso, desconsiderá-lo pode gerar um mal-entendido ou… uma piada!

Pegou o espírito da coisa?  Então, divirta-se em nossa página do facebook.

 

Você sabe alguma coisa de cor?

E sabe qual a origem dessa expressão tão estranha, muitas vezes vista de forma preconceituosa, e o que ela realmente significa?

Em latim, língua que deu origem ao português, “cor” quer dizer “coração”.

Assim, “saber de cor” é saber o que já está guardado no coração. Quando não se precisa fazer esforço para se recordar de algo, quando não se precisa pensar muito, já se sabe de cor!

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