Livros da Flip 2016 na Biblioteca do Band

Na Biblioteca, exposição das obras adquiridas na Flip 2016.

Na Biblioteca, exposição das obras adquiridas na Flip 2016.

Da Flip 2016, edição que homenageou a poeta Ana Cristina César, as professoras Cátia, Lenira e Melissa trouxeram vários livros que agora integram o acervo da biblioteca do Band. Entre eles estão obras da e sobre a homenageada, como Poética e Inconfissões (Fotobiografia de Ana Cristina César) e de outros escritores, nacionais, como Rol do poeta Armando Freitas Filho, que conviveu com a escritora, e internacionais, como Vozes de Tchernóbil, da ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2015, Svetlana Aleksiévitch.

Além de prosa e poesia, há também obras de pesquisa e reflexão, como Redes ou paredes – A escola em tempos de dispersão, da ensaísta Paula Sibila. Algumas das obras foram carinhosamente autografadas para os alunos do Bandeirantes, como os chamados “livrinhos” das poetas que compuseram a primeira mesa, A teus pés (título de uma obra da homenageada): Annita Costa Malufe (Ensaio para casa vazia), Laura Liuzzi (Coisas) e Marília Garcia (Paris não tem centro).

Veja a exposição das obras na biblioteca, consulte a sinopse dos livros no site da biblioteca e escolha sua leitura!

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Professora Lenira, as poetas e os livrinhos

Professora Lenira, as poetas e os livrinhos

Professoras de Português participam de simpósio mundial em julho

Em julho passado, no período de férias escolares, o Band promoveu a viagem das professoras Lia e Karla para Goiânia a fim de participarem do IV Simpósio Mundial de Estudos de Língua Portuguesa, o SIMELP, que ocorreu no campus Samambaia da Universidade Federal de Goiás.

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Foram quatro dias de evento que reuniu acadêmicos, professores e pesquisadores de todo o Brasil, de outros países lusófonos, tais como Portugal, Timor Leste, e de Macau, além de contar com a presença de representantes de centros de estudos da língua portuguesa em países europeus, como Espanha e Itália, e nos Estados Unidos.

Na palestra de abertura do Simpósio, foram apresentados os resultados de pesquisas em Linguística, introduzindo-se a discussão sobre as políticas linguísticas adotadas, especialmente, em nosso país, assim como as bases do ensino de língua nas escolas que, em sua maioria, ainda desprezam ou, antes, menosprezam as variações no uso do nosso idioma.

Lia e Karla junto ao mestre Ataliba de Castilho

No segundo dia, uma mesa-redonda reuniu os principais gramáticos da atualidade, autores das obras mais importantes, referências na área de estudo: Maria Helena de Mira Mateus, da Universidade de Lisboa; Evanildo Bechara, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e membro da Academia Brasileira de Letras; Mario Perini, da Universidade Federal de Minas Gerais; Maria Helena de Moura Neves, da Universidade Estadual de São Paulo; José Carlos Azeredo, também da Universidade Estadual do Rio de Janeiro; Ataliba Teixeira de Castilho, da Universidade Estadual de Campinas e emérito da Universidade de São Paulo e, por fim, Marcos Bagno, da Universidade de Brasília. Cada um deles teve como principal objetivo definir seu trabalho como gramático e sua obra gramatical.

Nos dias subsequentes, houve uma mesa-redonda que discutiu se há ou não limites da língua pelo fazer literário em português – mostraram seus trabalhos uma poetisa portuguesa, Ana Luísa Amaral; um escritor timorense, Luis Cardoso, e o brasileiro Gilberto Mendonça Teles –, assim como mesas-redondas em que se apresentaram as ações efetivas em relação às políticas públicas para o ensino de língua portuguesa, primeiro no Brasil, depois em Portugal e em Macau, e, por fim, em países nos quais o português não é língua oficial, mas cresce o interesse em se aprender o idioma, como Itália, Espanha e Estados Unidos.

lia Todos os dias, nos simpósios propriamente, eram apresentados trabalhos acadêmicos, em que os pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, mostraram resultados de suas pesquisas, fossem parciais ou finais, relacionadas tanto aos estudos linguísticos propriamente, como também às práticas de ensino do português como língua materna e como língua estrangeira. Numa das sessões, a professora Lia apresentou um pôster de seu trabalho, parte de um projeto científico junto à Faculdade de Educação da USP.

A participação das professoras do Band no evento teve por objetivo o aprimoramento, a atualização, assim como o contato com trabalhos acadêmicos que pudessem inspirar práticas de ensino da língua portuguesa mais criativas, eficazes e condizentes com os estudos acadêmicos atuais, assim como com as demandas sociais. Além disso, favoreceu o contato com o trabalho feito em outras localidades e países lusófonos para se levantar a possibilidade de desenvolver, no futuro, projetos de parceria e intercâmbio cultural com esses povos que também falam português.

Karla Somogyi

FLIP 2013: visões e impressões

Da política e da po-ética

Para o professor Lourival Holanda, um dos integrantes da mesa “Graciliano Ramos: políticas da escrita”, o autor alagoano homenageado da Flip 2013 “é hoje uma exigência, uma necessidade”. Falar de Graciliano foi resgatar toda a ética do autor que procurou denunciar a distância entre o discurso desarticulado dos “fabianos” e o discurso eloquente e vazio de pedantes e prepotentes, num país em que a cultura letrada ainda divide as águas sociais. Tudo isso por meio de seu estilo enxuto e contundente, de sua poética “do menos”, da recusa ao excesso e ao artifício. Uma exposição sobre o autor teve lugar na Casa de Cultura, com fotografias e cópias de seus datiloscritos.

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Ao homenagear Graciliano Ramos, a Flip-2013 promoveu importante reflexão sobre as articulações entre passado e presente, política e poesia (relação emblematicamente representada pela ausência de Tamin Al-Barghouti, o poeta da primavera árabe), história e ficção. A esse respeito, a tendência à intersecção de gêneros pôde ser verificada em vários momentos, como nas mesas de que participaram Lila Azam Zanganeh e José Luiz Passos, cujas obras mesclam ficção, realidade, memória e ensaio, além de apresentarem estruturas narrativas originais. Nessas e em outras mesas em que a ficção contemporânea foi discutida, tratou-se da eterna relação dialética entre realidade e ficção: a realidade inspira a ficção; a ficção é uma das formas de se compreender a realidade (“A mentira da ficção é construída para ajudar a se chegar a uma verdade”, disse o escritor americano Tobias Wolf, na mesa Ficção e confissão).

Poesia de ontem e de hoje
Na FLIP 2013 houve bastante espaço também para a poesia. Uma das mesas apresentou três jovens poetas, Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques e Bruna Beber, cujos textos delicados e, ao mesmo tempo, provocativos, evocam a poesia marginal dos anos 70.
Lanternas
Na noite
Aceso
O poema se consome

Ana Martins Marques

No prefácio à coletânea 26 poetas hoje, Heloisa Buarque de Holanda comenta que essa poesia irônica e coloquial estava nas ruas, nas universidades. Alguns desses – então jovens – poetas presentes na antologia, agora senhores, tiveram também espaço na FLIP numa mesa intitulada “Maus hábitos”: Francisco Alvim e Zuca Sardan, evento que contou também com o poeta Nicholas Behr. E a poesia comparece novamente às ruas.

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O poeta Nicholas Behr levantou cartazes, à moda das manifestações de Junho, durante a inteligente e divertida mesa “Maus hábitos”
Manteiga

Pergunta-se: quantos litros
precisamos de leite pr’acabar
com a produção de canhões?
Os alunos nunca souberam
da resposta: o delegado
mandou prender o professor

Zuca Sardan

Festa
A FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty) é de fato uma festa. A de 2013 não foi diferente, afinal, não faltaram celebrações: Maria Bethânia declamando Fernando Pessoa; aula show com José Miguel Wisnik e Paula Morelenbaum, em homenagem a Vinícius de Moraes… Gente pelas ruas, filas para comprar livros, filas para depois tê-los autografados pelos autores: uma verdadeira celebração da literatura. Para além das palestras oficiais na Tenda dos Autores, a Flip vibra nas ruas, nas pousadas, no movimento dos restaurantes… Muitos são os eventos que atraem as pessoas, desde a performance de declamadores anônimos nas ruas até sessões de leitura e palestras “paralelas”, que este ano ocorreram na Casa Folha e na Casa do Instituto Moreira Sales. Como são lugares pequenos, muita gente ficava na rua, vendo e ouvindo pela janela e pelas portas abertas as falas de Laerte, Lobão, Ferreira Gullar… Enfim, é possível ver a literatura viva nas conversas, nos aplausos e até mesmo nos protestos, que este ano ganharam também as ruas de Paraty e mesas extras na Tenda dos Autores. Uma Flip da literatura, da política, do cinema, do ensaio, da História, do presente – e dos presentes, como o que foi Fernando Pessoa lido por Bethânia e a professora Cleonice Berardinelli, a simpática dona Cleo!

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Cândida Vilares Gancho, Marise Hansen e Susana Vaz Húngaro

Oficina sobre ensino de gêneros reúne equipe de Português

Palestra sobre gêneros textuais 23-02-13

No primeiro bimestre, aconteceu uma oficina, promovida pela coordenação de Português e oferecida pelo Colégio Bandeirantes, com o intuito de estimular a reflexão dos professores sobre conceitos e práticas relacionados ao ensino de gêneros do discurso. O evento contou com a presença de toda a equipe de Português.

O prof. dr. José Everaldo Nogueira Jr., doutorado em Língua Portuguesa pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e, atualmente, professor na mesma instituição, nos níveis de graduação e pós-graduação, foi convidado para organizar e conduzir a oficina. Ele tem uma empresa pela qual presta consultoria, em diversas escolas particulares de São Paulo, na formação e aperfeiçoamento de professores de Português.

A manhã de sábado foi produtiva, não só pelo contato com a exposição motivadora do prof. Everaldo, mas também pela oportunidade de se promoverem discussões, de se trocarem experiências e, dessa forma, contribuir para o aprimoramento do trabalho da equipe.

“Gostei muito da oportunidade que finalmente tivemos de discutir, trocar experiências não só sobre nossa prática diária, mas também sobre o que pensamos a respeito de educação e de educar. Senti com nosso encontro que somos e por que somos professores”, disse a professora Cátia, ao final da manhã.

As impressões sobre a reunião foram muito positivas e todos saíram inspirados, conforme revelou a professora Melissa: “Gostei muito do encontro, em todos os sentidos. Pelo Everaldo, que preparou uma oficina muito interessante e é uma simpatia. Pelas discussões tão honestas e espontâneas sobre nossa prática. Pelas ideias que me foram surgindo – e, tenho certeza, também vieram aos outros colegas.”

O evento também marcou a união e sinergia da equipe. “É muito gostoso saber que trabalhamos em um lugar em que a equipe é constituída de gente tão bacana, que está aberta a discussões, a aprendizados e a trocas! Foi realmente um momento inspirador! Quero mais!”, declarou a professora Eneida.

Susana, coordenadora de Português, mostrou-se satisfeita com os resultados da oficina. “Hoje, nessa discussão do mais alto nível, eu sinto muito orgulho da equipe; eu vejo como trabalho com pessoas realmente competentes e criativas; percebo como algumas pessoas que estão fazendo pós, participando de eventos, estão ficando tão melhores do que já eram. Estou feliz e orgulhosa.”

Vale ressaltar ainda que um fórum de discussão virtual foi aberto após a oficina para dar prosseguimento ao trabalho iniciado na ocasião, de forma não presencial, já que ficou evidente a necessidade de constante reflexão e troca de ideias.

Karla K. Somogyi

Sampa de Mário – Desvairada Pauliceia

Sábado de sol (mas nem tanto): percorrendo os caminhos da Pauliceia de Mário de Andrade

As professoras Susana, Cátia, Grasiela e Lenira participaram de atividade promovida pelo Sesc Vila Mariana: passearam durante um dia por pontos da cidade de São Paulo que se relacionam com o escritor Mário de Andrade: a casa onde viveu na Rua Lopes Chaves, na Barra Funda; o Teatro Municipal, palco da Semana de Arte Moderna; o edifício dos Correios (Mário de Andrade adorava escrever cartas); o Conservatório Dramático Musical, onde foi aluno e professor; e o cemitério da Consolação, onde está enterrado.
Para conhecer um pouco desse passeio e outros detalhes a respeito do autor, siga as instruções colocadas sob a imagem.

Para navegar, é preciso ter o Google Earth instalado, se não tem, clique aqui. Depois, clique na imagem acima e espere o arquivo abrir. Em seguida, clique nas pastinhas e nas estrelinhas para fazer o passeio. Para ler as informações, clique nas frases ao lado das estrelinhas.