Sarau de poesia dos 9.os anos

A manhã de sábado do dia 02 de setembro reuniu no Band alunos e professores para mais um sarau multicultural com muitas poesias, músicas, canções, paródias e haicais, todos apresentados com imensa alegria e sensibilidade. Anualmente, o evento marca a finalização do trabalho com o texto poético, realizado pelos professores de Redação e Textos ao longo do segundo bimestre. Durante o encontro, os alunos dos 9.os anos declamaram seus próprios poemas, elaborados durante as aulas, e também poemas do poeta homenageado deste ano, Ferreira Gullar.

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No telão, foram apresentados os trabalhos do Projeto Poesia, com poemas e ilustrações criados pelos alunos. Na oportunidade, todos  compartilharam suas criações e conheceram o trabalho dos colegas. Muitos desses poemas ficaram expostos na entrada do colégio e no primeiro andar, em frente à biblioteca, e puderam ser lidos e apreciados por toda a comunidade bandeirantina.

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“Neste ano, o tema do Projeto Poesia foi a poesia cotidiana, com o objetivo de incentivar a observação e a percepção das sensações e emoções despertadas nos caminhos cotidianos”, explicou a professora Cândida V. Gancho.

A novidade deste ano foi a criação de uma comissão de alunos que ajudou a planejar e a executar o evento. Segundo a professora Simone Christine Pedro, essa iniciativa estimulou ainda mais a participação dos alunos e consolidou a ideia de um sarau “para os alunos feito pelos alunos.”

O professor Alexandre Fukuya participou pela primeira vez do sarau e comentou que se surpreendeu com a capacidade artística dos alunos e se encantou com a seleção de músicas e poemas, muitos dos quais de autoria deles próprios.

Foi uma manhã especial, quando os alunos dos 9.os anos puderam se expressar de diversas formas, individualmente, em duplas, em grupos, revelando seus talentos num clima de muita alegria e descontração.

Lambe-lambes: dando voz aos “invisíveis”

Com o tema da invisibilidade urbana (personagens e situações que passam desapercebidos no cotidiano da cidade), os alunos do 2.o ano do Ensino Médio da Oficina de Mídias produziram micro-crônicas e as adaptaram a um dos produtos mais marcantes da arte na cidade: os lambe-lambes.

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Na Oficina de Mídias – atividade curricular de Língua Portuguesa – , os estudantes devem criar um produto por semestre que envolva a língua e sua aplicação na comunicação. Dessa forma, no primeiro bimestre, divididos em grupos, eles mergulharam no tema invisibilidade urbana garimpando  crônicas, fotos e informações das mais variadas para a criação de um painel de referências.

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Cada grupo, ao seu jeito, usou do painel para capturar a “atmosfera” que queriam passar nos lambe-lambes no segundo bimestre. Criaram então uma micro-crônica, ou seja, um texto de até três frases, que foi levado para linguagem dos cartazes. Por fim, os alunos colaram os lambe-lambes em um dos muros internos do Colégio – lá os produtos atraíram olhares em meio ao cotidiano de estudantes, professores e funcionários.

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“O projeto envolveu tanto criatividade quanto responsabilidade para lidar com tempo, forma e linguagem. É muito bom ter contato com um produto e uma escrita tão diferentes e inovadores”, contou a aluna Nicole Grossmann, da 2.a série do Ensino Médio.

Mia Couto conta como a educação transforma vidas

Em suas tocantes palavras, o escritor e biólogo moçambicano Mia Couto (pseudônimo de Antônio Emílio Leite Couto) dividiu experiências no Band para refletir, junto a alunos e professores, como a educação pode ser transformadora.

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O escritor contou momentos de sua história para dar exemplos sobre como professores o influenciaram. “O Mia Couto é muito observador e sensível. Nos fez lembrar que todos temos histórias para contar. Ser educador é um pouco disso. Sempre temos que ensinar com amor, enxergar além do superficial e ver em tudo uma possibilidade de aprender”, acredita o Coordenador de Matemática, Carlos Oliveira.

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“Cada palavra saia da boca dele me deixava fascinado. Quando ele falou de Fernando Pessoa e a busca pelo conhecer do seu eu e da paz interior eu fiquei sem chão, me identifiquei. Os momentos emocionaram todos”, destacou o aluno da 3.a série do Ensino Médio, Pedro Salgueiro.

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Mia Couto ficou impressionado com a conversa no Band. Como ele mesmo mencionou “os professores não usurparam a palavra do aluno”. A afirmação reflete um valor fundamental do Colégio: os alunos são protagonistas de seus aprendizados.

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“Acho que fica a ideia de que as pessoas devem cultivar mais empatia pelo outro. Isso se aplica também na relação dos professores com os alunos”, contou a Coordenadora de Português, Susana Vaz Húngaro.

Considerando também a vinda de Pepetela (pseudônimo do escritor angolano Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos), a conversa com Mia Couto reforçou o contato dos alunos com a cultura africana, estimulando-os a conhecer cada vez mais sobre países também falantes do português.

Para além da leitura

As páginas do livro A bailarina fantasma, de Socorro Acioli, foram saboreadas com avidez pelos alunos do 7.o ano do Ensino Fundamental que, após semanas mergulhados no universo dos personagens, puderam conversar com a escritora. A obra foi aderida como leitura do segundo bimestre e, com a visita, os alunos ampliaram seus conhecimentos a respeito da história e do mundo da escrita e leitura.

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Logo cedo, cerca de 50 alunos já estavam à espera de Socorro Acioli. Empolgados, encheram a escritora de perguntas sobre a pesquisa do livro, criatividade, possíveis interpretações, personagens e momentos favoritos.

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A autora contou aos alunos muitas curiosidades que descobriu enquanto ainda dava os primeiros passos na pesquisa. Muitas delas deram um novo tom a obra, expandindo ainda mais o universo criado por Socorro e ampliando os significados que rodeiam a história.

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“Foi a primeira vez que eles conheceram uma escritora”, contou Michelle Miranda, Professora de Português. Para ela, foi uma ótima oportunidade de estimula-los não apenas a ler como também a escrever, já que Socorro falou sobre criatividade e o processo de escrita. “O livro e a história representam algo que eles nunca vão esquecer e a conversa com a autora de um livro que eles gostaram tanto reforçou isso”, completou Michelle.

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A aluna Anna Beatriz Vaz Húngaro, do 7.o ano, destaca que está animada para ler a continuação do livro. “Gostei bastante da conversa, principalmente da parte que ela falou de como escreveu o livro da Bailarina Fantasma. Fiquei ansiosa para ler a continuação que ela está escrevendo”, contou Anna.

A Odisseia: uma leitura multidisciplinar

Buscando uma imersão na cultura grega antiga, alunos do 6o ano realizaram a leitura da adaptação do livro Odisseia, de Ruth Rocha, que por sua vez adaptou o poema clássico de Homero.

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A partir da leitura do livro, as professoras de Português Yeda Lenza e Marlene Campos, juntamente com Daniela Molina, de História, organizaram um trabalho multidisciplinar.

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Para esta atividade, os alunos foram desafiados a retratar uma cena do livro em vídeo. “É muito interessante ver o envolvimento de todos os alunos com o trabalho. Além disso, deve-se destacar a ampla noção que os alunos apresentam, a partir das aulas de História, dos costumes e vestuários do povo heleno”, comentaram as professoras de Português.

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Para a apresentação dos vídeos, produtos finais do projeto, as turmas de reuniram no anfiteatro (A31).

Confira as apresentações abaixo:
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2.a apresentação

 

Livros da Flip 2016 na Biblioteca do Band

Na Biblioteca, exposição das obras adquiridas na Flip 2016.

Na Biblioteca, exposição das obras adquiridas na Flip 2016.

Da Flip 2016, edição que homenageou a poeta Ana Cristina César, as professoras Cátia, Lenira e Melissa trouxeram vários livros que agora integram o acervo da biblioteca do Band. Entre eles estão obras da e sobre a homenageada, como Poética e Inconfissões (Fotobiografia de Ana Cristina César) e de outros escritores, nacionais, como Rol do poeta Armando Freitas Filho, que conviveu com a escritora, e internacionais, como Vozes de Tchernóbil, da ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura 2015, Svetlana Aleksiévitch.

Além de prosa e poesia, há também obras de pesquisa e reflexão, como Redes ou paredes – A escola em tempos de dispersão, da ensaísta Paula Sibila. Algumas das obras foram carinhosamente autografadas para os alunos do Bandeirantes, como os chamados “livrinhos” das poetas que compuseram a primeira mesa, A teus pés (título de uma obra da homenageada): Annita Costa Malufe (Ensaio para casa vazia), Laura Liuzzi (Coisas) e Marília Garcia (Paris não tem centro).

Veja a exposição das obras na biblioteca, consulte a sinopse dos livros no site da biblioteca e escolha sua leitura!

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Professora Lenira, as poetas e os livrinhos

Professora Lenira, as poetas e os livrinhos

Oficina de Mídias realiza atividades com ESPM

Na Oficina de Mídias, atividade da primeira série do Ensino Médio, os alunos tiveram a oportunidade de participar de um plantão sobre produção e fotografia, ministrado pelos Luís Fernando da Silva Júnior e Thaís Carrapatoso, da Escola Superior de Produção e Marketing (ESPM).

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“Foi uma aula instrutiva e dinâmica, como faz na faculdade, assim os alunos do Band conseguem ter uma noção do ambiente acadêmico de uma graduação. Eu, como estudante da ESPM e ex-aluno do Bandeirantes, só vejo benefícios dessa parceria”, comentou o monitor do Colégio, Gabriel Cavalari.

Durante as aulas, os alunos tiveram a oportunidade de entender um pouco mais a maneira com que a faculdade trata os assuntos abordados, e claro, tirar eventuais dúvidas sobre os processos demonstrados. Eles estão produzindo filmes para entrega dentro da atividade de Oficina de Mídias.

“É sempre importante uma parceria com uma instituição de ensino superior sólida como a ESPM para que o Ensino Médio não fiquei ilhado, distante do Ensino Superior e do mundo do trabalho. Mesmo que a proposta da Oficina de Mídias não seja formar necessariamente comunicadores, essas parcerias dão força ao projeto “, pontuou o jornalista e educador, Alexandre Sayad.

“É extremamente interessante estreitar laços com faculdades renomadas como a ESPM, GV, INSPER e USP, como acontece em outros cursos extracurriculares, por exemplo. Pois, sabe-se da excelência do corpo docente das universidades e a vasta e tecnológica infraestrutura”, finalizou a Gerente de Planejamento Estratégico, Helena de Salles Aguiar.

Aluna é premiada no Concurso de Redação dos Correios

Pela primeira vez, o Band participou do Concurso Internacional de Redação de Cartas dos Correios, promovido anualmente pela União Postal Universal (UPU ), com o objetivo de desenvolver a habilidade de composição textual dos jovens. O resultado foi excelente: a aluna Juliana Reimberg alcançou o 2.o lugar na fase Estadual da competição.

Juliana recebendo o certificado

Juliana recebe o certificado

O concurso é desenvolvido em três fases: escolar, estadual e nacional. A participação se dá por meio das escolas, que recebem instruções detalhadas para como proceder com a competição. “O tema era dado pelos Correios e valia para estudantes de até 15 anos do Brasil inteiro, neste gênero textual [carta]”, explica a coordenadora de Língua Portuguesa, Susana Vaz Húngaro.

coordenadora de Língua Portuguesa, Susana Vaz Húngaro

coordenadora de Língua Portuguesa, Susana Vaz Húngaro

Os alunos do segundo ano de Humanas, que se enquadravam na faixa etária limite do concurso e aprofundavam seus conhecimentos nesse gênero textual na disciplina de Laboratório de Redação foram, então, incentivados a participar da competição.

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“Fiquei sabendo do concurso pela professora Renata Godoy durante uma aula de Redação. Acredito que ela me incentivou muito a participar. Fora da sala de aula, tive o apoio do professor Alexandre Fukuya, que dá aula de redação para as outras turmas de humanas”, conta a aluna.

A equipe de professores ficou bastante satisfeita com o desempenho de Juliana e pretende continuar com a participação no concurso nos próximos anos. “Não esperava nem sair da fase interna do Band”, confessa Juliana. “O Bandeirantes tem alunos de altíssimo nível que escrevem muito bem. Fiquei muito surpresa com o resultado. Foi muito bom ter esse reconhecimento dos meus colegas, professores e familiares”, completou.

O comitê de organização do concurso fez questão de premiar a aluna e o Band pessoalmente, num pequeno evento realizado na semana passada na sala dos professores. “A Juliana recebeu uma máquina fotográfica e um certificado de desempenho, e o Colégio ainda recebeu uma impressora multifuncional”, contou Susana.

Surge PALAVRARTE, o blog de Português

Há algum tempo, os professores de Português do Colégio Bandeirantes vêm sentindo necessidade e vontade de divulgar, para além da sala de aula, os textos, projetos e atividades que compartilham com seus alunos.

blog_portuguesAgora a comunidade Band poderá ter acesso a esse universo por meio de um blog (http://portugues.colband.net.br/ ). No nome – Palavrarte – encontra-se o elemento fundamentador do curso de Português do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º do Médio: a palavra, em sua dimensão sonora, estrutural, semântica, comunicativa e social, sem perder de vista seu alcance artístico. Nesse sentido, o blog valoriza a palavra não só como representação, mas também como criação e expressão da subjetividade, ao conceber espaço para os alunos divulgarem manifestações pessoais e espontâneas. “Todos os anos, vários alunos nos procuram para mostrar textos que escrevem, dos mais variados gêneros. Achamos que era hora de criar uma forma de divulgar essa produção, que costuma ser surpreendente”, afirma a professora Marise Hansen.

Não só os alunos, mas também os professores e funcionários podem ter seus textos publicados. E o projeto vai além: “Como nos cadernos de um jornal, há seções para todos os gostos”, informa a professora Cátia Luciana Pereira. Em “Prata da casa” estão as produções da comunidade Band e as atividades realizadas pela equipe de Português relacionadas ao universo da língua e da literatura. “Literatudo” abriga vida e obra de escritores clássicos e contemporâneos. “Pelo mundo afora” divulga eventos de Língua Portuguesa como congressos, saraus, feiras de livros. Para os usos criativos e os problemáticos da língua nos diversos gêneros textuais, têm-se, respectivamente, “Com arte & manha” e “Mordendo a própria língua”. E como a palavra de ordem também pode ser diversão, em “Decifra-me ou devoro-te” há desafios, jogos e diferentes curiosidades que envolvem a “última flor do Lácio”, como diria o poeta.

E o blog não surge sozinho: com ele foi construída uma página no Facebook (https://www.facebook.com/Palavrarte). “Durante as nossas conversas a respeito do blog, percebemos a importância de se estabelecer uma ligação entre ele e as
redes sociais, especialmente pela agilidade de comunicação que elas proporcionam, inclusive com os ex-alunos, já que muitos deles mantêm contatos conosco pelo Facebook”, explica a professora Lenira Buscato. Assim, o Palavrarte não se limita apenas ao colégio e a seus funcionários, alunos e professores. Os ex-alunos do Band também terão espaço para publicação e interação. A ex-aluna do colégio e estagiária de português, Michelle Miranda, comemora o surgimento do blog por achar que os alunos sempre sentiram falta de um espaço onde pudessem divulgar textos e por acreditar que, para os ex-alunos, será uma forma de estar em contato com o colégio e diminuir as saudades.

Na avaliação da coordenadora de Português, Susana Vaz Húngaro, o blog “foi uma maneira que encontramos de aproximar o corpo docente dos alunos e funcionários do Colégio, informando o que acontece no Departamento e incentivando a divulgação de produções textuais dos mais diversos gêneros. Espero que nosso blog seja mais uma oportunidade, dentro do ambiente escolar, para as pessoas refletirem sobre a Língua e expressarem-se por meio da ‘palavra-arte’.”