Os novos monstros do rock

Antes de discorrermos sobre essa categoria, o que é um Monstro do Rock? Opiniões variam, porém na minha visão, um monstro do rock é uma banda/artista que deixa sua marca no rock, seja com um álbum multiplatinado, inovações artísticas e performáticas, entre outras coisas.

Mas por que o nome Monstros do Rock? Bom, o nome vem do festival Monsters of Rock, que teve sua primeira edição em Castle Donington, Inglaterra, em 1980, com o Rainbow  de Ritchie Blackmore encabeçando o festival. O Monsters já não ocorre faz um bom tempo na terra do Big Ben, mas ele tem diversas edições internacionais, inclusive no Brasil, com a próxima acontecendo em Abril em São Paulo com KISS e Ozzy Osbourne liderando os dias do festival. Porém Castle Donington não ficou órfã de um festival. Lá ocorre hoje o grandioso Download Festival, que, ao invés de ocorrer em um dia e em um palco como o Monsters, tem duração de 3 dias e diversos palcos. O ápice da grandiosidade de uma banda (no caso das mais novas pelo menos) é confirmado quando ela é headliner do palco principal do Download, um dos maiores festivais do mundo. E é desse princípio que parto ao discorrer sobre o mais novo monstro do rock: a banda inglesa Muse.

Nem todo monstro do rock já foi headliner do Download, mas todo headliner do Download, com exceção de um ou outro caso é um monstro do rock. E como o Muse será a banda principal da noite de Sábado, colocando o grandioso Faith No More na segunda vaga do palco principal, eles finalmente garantiram, depois de 21 anos de carreira, o acesso a esse grande panteão. O Faith No More foi formado em 1981, teve hiatos que somaram no total 13 anos, e, para o delírio dos fãs anunciou o lançamento de um novo álbum, Sol Invictus, que chegará em Abril de 2015. Para comemorar, farão uma gigantesca turnê, que inclui muitos shows em festivais. Destronar o poderoso Faith No More é apenas mais uma prova de como o Muse está em alta no mundo do rock.

Permita-me discorrer sobre a discografia da banda. O primeiro disco da banda, Showbiz, foi lançado em 1999. Desde então foram mais cinco álbuns: Origin of Symmetry (2001); Absolution (2003); Black Holes and Revelations (2006); The Resistance (2009) e The 2nd Law (2012). A banda lançará um novo disco ainda esse ano, que será produzido por Mutt Lange, o homem que produziu Back in Black, do AC/DC. O nome não foi oficialmente confirmado ainda, mas através de teasers liberados no Instagram, a banda deu a entender que ele se chamará “Drones”.

As letras da banda, em sua maioria compostas pelo vocalista e guitarrista Matt Bellamy abordam assuntos variados, que vão desde temas como superação até assuntos como ficção científica e futuros distópicos, passando pela luta de classes e críticas sociais.

Muitos puristas vão dizer que o Muse não merece o “título” pois é uma banda de rock alternativo, que às vezes as suas experimentações fogem do Rock, entre outras coisas. Mas vamos aos fatos: Desde a Resistance Tour, em 2009, a banda se apresentou para mais de 2.350.000 pessoas. Muitas bandas, mesmo em 50 anos de carreira jamais chegariam a esse número.  Ok, muitos espectadores foram conseguidos abrindo shows para o U2, mas mesmo assim, não é qualquer um que abre para eles.

Lembra quando eu disse que um Monstro do Rock inova e deixa um legado no quesito performance? Pois bem, o Muse tem um dos palcos mais tecnológicos e um dos shows mais bem estruturados do mundo. Telões enormes, fogos de artifício e tudo a que uma grande banda tem direito. Sem contar com as performances de outro mundo de Matt Bellamy. Todo esse espetacular aparato de palco foi registrado no DVD Live at Rome Olympic Stadium, filmado em técnologia 4K (cerca de 4 vezes melhor que o Full HD como conhecemos hoje) em parceria com a Sony. Eu tive a chance de assitir o show deles ano passado no Lollapalooza, e, mesmo passando mal e quase sem voz para cantar, Matt deu tudo de si, e eu assisti um dos melhores shows da minha vida.

Outra apresentação memorável deles foi na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Londres, em 2012. Sim, você leu certo. A terra da Rainha, mesmo com bandas como The Rolling Stones (que junto de David Bowie e dos Sex Pistols se recusaram a se apresentar), The Who (que fechou a cerimônia de encerramento) e Paul McCartney (que finalizou a Abertura dos Jogos), escolheu o Muse para fazer a música oficial da competição, a estupenda Survival, que também foi tocada na cerimonia de encerramento. Vale a pena procurar vídeos da apresentação no Youtube, já que todo o poderio da banda é mostrado nela.

Acho que já falei o suficiente, não? Pois bem, chega de exercitar sua visão e vá exercitar seus ouvidos com a música do trio composto por Matt Bellamy (guitarra e vocal), Chris Wolfstenholme (baixo e backing vocals) e Dom Howard (bateria).

Aqui deixarei algumas sugestões de por quais músicas começar a ouvir a banda:

Muscle Museum, Showbiz (Showbiz).

Plug In Baby, Citizen Erased, New Born, Feeling Good (Origin of Symmetry).

Stockholm Syndrome, Hysteria, Time is Running Out (Absolution).

Starlight, Supermassive Black Hole, Knights of Cydonia, Assassin (Black Holes and Revelations).

Resistance, Undisclosed Desires, Unnatural Selection, Uprising (The Resistance).

Supremacy, Panic Station, Liquid State, Survival, Madness (The 2nd Law).

Aprendam crianças. É assim que se faz boa música no século XXI.

P.S: Não é só porque eu mencionei 3 ou 4 músicas de cada álbum que significa que vocês não devam ouvir o resto da discografia deles.

Ilan Aisen, 3E3

O sonho da animação

 

Rafaella Milani Santos, aluna da 2H2, é uma jovem de 17 anos que sempre gostou de desenhar e até já produziu uma história em quadrinhos que caiu na rede social e foi curtida, comentada e compartilhada. Desde a infância, sonha produzir animações como as da Disney, de que é fã.

Entretanto, conforme conta Rafaella, fazer uma animação é tarefa bem mais complicada do que produzir histórias em quadrinhos e demanda muito mais do que o talento e o gosto de desenhar, como o que ela tem. Segundo a jovem, são necessárias técnicas específicas, além de equipamentos sofisticados para fotografar os quadros a fim de montar a sequência que resulta na animação final.

Sendo assim, ela resolveu procurar um curso de animação, não só porque queria aprender as técnicas, assim como lidar com os equipamentos, mas também para poder avaliar se seu sonho de infância era mesmo o que desejava desenvolver como profissão, e não apenas um sonho, um ideal distante.

De acordo com a Rafaella, no Brasil, os cursos de animação que existem não são profissionalizantes. Em geral, o público que procura esses cursos, especialmente em São Paulo, já tem formação acadêmica superior em Artes e afins, e o objetivo dessas pessoas não é buscar uma formação profissional na área de animação. No nosso país, o meio mais comum para se desenvolver a carreira em animação é pelo curso de Cinema ou Áudio Visual, que não são específicos.

Desse modo, como ela procurava orientar-se em relação a uma possível carreira profissional, em sua pesquisa sobre o melhor curso a fazer com esse objetivo, Rafaella chegou à School of Visual Arts (SVA), em Nova Iorque, que, segundo ela, é voltado para o público de sua mesma faixa etária e tem por objetivo orientar os alunos para o ingresso na universidade americana. Tanto que todas as palestras do curso eram voltadas para o desenvolvimento do portfólio que é requisito no processo de admissão aos cursos de arte nas universidades dos Estados Unidos.

Tendo feito sua opção, em julho deste ano, Rafaella frequentou o curso da SVA, com duração de três semanas em período integral, de segunda a sexta-feira. Dividido em três etapas, o curso tratou da História da Animação, depois os alunos trabalharam com ilustração e desenhos com modelos nus e, por fim, produziram uma animação tradicional. Inspirada num poema de Rimbaud, que leu pela primeira vez na rede social, Rafa desenvolveu sua animação como trabalho final do curso.

Após essa experiência, Rafaella afirma que consolidou seu desejo de desenvolver a carreira em animação, mas tem ideia de prestar para o curso de Cinema na FAAP ou de Áudio Visual na USP para isso, já que ela quer também cursar outra faculdade, como Letras ou Filosofia, com que tem afinidade, e nos Estados Unidos, segundo a jovem, não é viável fazer as duas graduações concomitantes. Depois, ela cogita fazer a pós-graduação no exterior, talvez na Universidade de Oxford, na Inglaterra, onde há, conforme ela conta, os melhores estúdios de animação atualmente, voltados para a formação profissional na área.

Confira aqui a animação final da Rafaella produzida no curso que ela frequentou na SVA.

Karla Somogyi

 

O Espetacular Homem-Aranha 2 – A Ameaça de Electro

https://www.youtube.com/watch?v=C8bJciwWIMk

Essa é a resenha/crítica do filme O Espetacular Homem-Aranha 2 A Ameaça de Electro, caso você ainda não tenha assistido ao filme, esta resenha/crítica poderá estragar sua diversão, mas já que você continuou, vamos começar.
Homem Aranha 2 começa com a história dos pais de Peter Parker, Richard Parker está gravando um vídeo (que veremos por inteiro ao decorrer do filme), e o pequeno Peter grita, Richard se depara com um monte de papéis jogados no chão, depois vemos Richard se despedindo de Peter e de Tia May, logo após vemos a queda do avião que matou os pais do Homem Aranha, vemos Homem Aranha combatendo um misterioso integrante da máfia russa (que no final do filme é liberado da prisão e vira o vilão Rino), vemos o grande Stan Lee aparecendo novamente em um filme da Marvel, vemos a morte de de Norman Osborn (o Duende Verde dos quadrinhos), a busca de Harry pelo sangue do Homem Aranha para “curar” a tal doença, vemos o acidente que transformou o coitado Max Dyllon no poderoso Electro que apenas queria seu nome lembrado, vemos a morte da atual namorada de Peter Parker, Gwen Stacy, vemos a Gata Negra (também conhecida como Felicia ou a secretária do Duende Verde) e também vemos o quanto Homem Aranha dá esperança ao pessoal de. nova York.
Eu achei o filme muito bom, nada digno do título de filme do ano, que deve ir para Godzilla ou o novo Planeta dos Macacos, eu já explico o porquê. O Homem Aranha no mundo dos quadrinhos não é nada mais nada menos do que um Nerd de 15 anos magrelo que foi picado por uma aranha geneticamente modificada, ele está sempre sendo zoado por Flash Thompson ( que ironicamente é o fã número um do homem aranha), Peter também tem duas garotas que gostam dele, Gwen Stacy e Mary Jane, quando ele costura um uniforme vermelho e azul e vira o Homem Aranha ele começa a combater o crime, fácil? Não, além de salvar Nova York de vilões como Mysterio, Rino, Electro, Duende Verde, Duende Macabro, Venom, Carnificina, Lagarto, Doutor Octopus, Homem Areia, Abutre, a grande máfia do Rei do Crime (e o próprio), Cabeça de Martelo e uma infinidade de outros vilões e bandidos, ele também tem que manter sua identidade secreta, estudar para as provas e manter as melhores notas da sala, namorar Gwen Stacy/Mary Jane e impedir que sua frágil Tia May adoeça e morra, agora vamos deixar os quadrinhos de lado e falar do filme.
Eu fui para o cinema com uma expectativa baixa, mas eu gostei muito do filme, gostei da atuação da Emma Stone como Gwen Stacy, na minha opinião eles não poderiam ter escolhido uma atriz melhor para o papel, gostei também da interpretação de Andrew Garfield, que tem o estilo nerd e é bem humorado (até me lembra um certo herói escalador de paredes), para mim ele foi um melhor homem aranha que Tobey Maguire (ele foi aquele homem aranha da primeira trilogia que ficava sempre perdendo a máscara lembra?), gostei muito da trilha sonora, as músicas foram muito bem escolhidas, os efeitos “slow motion” não decepcionam, a morte da Gwen foi simplesmente sensacional, e coisas simples como o toque de celular de Peter Parker e os e-mails de Jameson me fizeram gostar mais ainda do filme, outro detalhe pequeno foi a nova roupa do homem aranha, que na minha opinião foi o melhor uniforme que eu já vi nos cinemas, mas o filme também tem coisas ruins, por exemplo (lembrando que é a minha opinião ok?), todos os vilões estão saindo da Oscorp, então dificilmente teremos vilões com histórias e origens complexas, Duende Verde e Electro não tem nada dos quadrinhos, na minha opinião o duende verde deveria ter lutado em um espaço mais aberto junto com o Electro para tornar a vida do Homem Aranha mais difícil, a Mary Jane apareceria na cena da cafeteria que não durou nem 2 segundos (ela seria interpretada pela atriz que faz a personagem principal desse novo filme Divergente) e estou até agora pensando como eles vão enfiar tantos vilões divulgados, em apenas 2 filmes (os únicos filmes que já foram confirmados, por enquanto), mas entre tantos prós e contras, o filme é muito bom e engraçado, os efeitos especiais são impecáveis, tem um bom 3D e fica ainda melhor com os amigos.
Agora vou contar uma teoria Nerd que eu elaborei ao chegar em casa (pode estar muito errada), Gwen fala durante o filme que estava disputando uma vaga na Oxford com um garoto de 14 anos, grave isto, agora vou te lembrar que Reed Richards do Quarteto Fantástico é um super gênio, sim é aí? Acontece que o “reboot” do Quarteto Fantástico será lançado em 2015, e os heróis terão 15 anos, portanto isso explica o fato de Richard ter 14 anos já que os filmes estão se passando no universo atual, outra coisa que comprova a ligação é que a cena pós créditos pertence ao filme X-Men Dias de um Futuro Esquecido, que é da Fox, Quarteto Fantástico também é da Fox, então a Fox e a Sony podem estar fazendo uma parceria (agora sonho com a possibilidade do Homem-Aranha na iniciativa vingadores junto com o Wolverine e Pantera Negra), aonde o homem aranha entra nessa história? Simples, se o Tocha Humana morrer, ele será substituído pelo Homem Aranha, como aconteceu em histórias recentes.
Obrigado por ter lido até o final e talvez você me veja novamente escrevendo uma crítica para o Espetacular Homem-Aranha 3 que será lançado em 2016.


Matheus Rodrigues (8G)

A menina que roubava livros

Todo mundo acha que sabe como é a guerra. Que o terror mostrado nos filmes é exatamente igual. Relembre deste terror. Agora, imagine que você é uma garota de mais ou menos 13 anos, acabou de perder seu querido irmão e que sua mãe não pode mais cuidar de você, e é mandado para uma nova família em uma nova cidade. Bem, esta é a vida de Liesel Meminger, interpretada por Sophie Nélisse . O filme é baseado em uma obra prima. Um livro que me disseram que é muito bom. Comecei a ler faz um tempo e não entendi nadado começo. Eu deixei o livro empoeirar na minha estante enquanto lia outros livros e, quando lançou o filme, me arrependi de deixar de ler esta… Esta brilhante história. Mas o filme é absolutamente lindo! Comecei a ficar com os olhos cheios d’água em muitos momentos e ouvia soluços de choro vindo de quase todas as pessoas da sala do cinema. Os efeitos sonoros realmente parecem com bombas, o que fez com que eu realmente me sentisse ao lado de Liesel enquanto ela corria pelas ruas da pequena cidade ou enquanto lia um livro e anotava as palavras desconhecidas no porão de sua nova casa. Seu novo pai é uma graça! Interpretado por Geoffrey Rush! Ele que inspira Liesel a ler. Sua nova mãe, interpretada por Emily Watson, parece ser rígida, mas tem um bom coração. A pessoa que deu um toque especial na história fora Roger Allam, a Morte, narradora da história. Sua voz calma deu um toque simples e dramático ao filme. Nico Liersch ficou perfeito como Rudy, o melhor amigo de Liesel. Tenho de dizer que, por causa dele, lágrimas escorreram pelo meu rosto. Alugarei esse filme com prazer na locadora, indico para todas as pessoas verem, mas acho que crianças pequenas não entenderão o filme. Tenho certeza de que, todas as vezes que ver este fillme brilhante e inspirados, mais lagrimas sairão de meus olhos.

Eleonora Semeraro (8C)

Resenha de “A Outra Vida” – Susanne Winnacker

   

  Nunca julgue um livro pela capa. É esse o conselho que eu sempre repito para mim mesmo quando entro na livraria, mas quase nunca escuto. A minha sorte foi que eu resolvi escutar o conselho na hora de comprar A outra vida. A capa é completamente sem graça, e o que a editora conta no verso do livro não ajuda muito, só faz você pensar ainda mais que o livro é ridículo. O que me fez ficar interessado no livro foi uma frase da capa: “Quem éramos antes da epidemia-e como nunca seremos novamente…”. Mas nesses e em muitos outros pontos eu estava enganado: 

*CAPA E CONTRACAPA: Como eu já disse, a capa do livro é muito sem graça, mostrando uma menina olhando para uma poça e vendo o reflexo dela completamente destruído, com aspecto monstruoso. Acho que mais pessoas leriam o livro se a capa fosse melhor. A contracapa também é dispensável porque a síntese só faz com que o leitor fique desinteressado pelo livro. 

*HISTÓRIA (SPOILERS): A história é simplesmente incrível. No começo você pensa que os mutantes são fruto de uma epidemia, mas a autora liga os fatos tão bem que você vai recebendo aos poucos pistas de que não é só isso, e se interessa cada vez mais na história, de modo que no final você descobre que Los Angeles e mais 4 cidades foram taxadas como zonas de perigo e cercadas, porque a epidemia é na verdade uma arma biológica do governo criada para ser usada em guerras que saiu de controle e transformou as pessoas “infectáveis” em mutantes. O motivo pelo qual ninguém conseguia se comunicar através de rádios era que o governo mandava ondas de anulação de sinal através de helicópteros, e fora da “cerca”, nome pelo qual a barreira de contenção era chamada, existiam laboratórios que faziam experimentos para criar mais armas. No final do livro a decisão de atravessar a cerca faz o leitor não conseguir esperar mais um segundo pelo próximo livro! 

*BIOGRAFIA DA AUTORA: A Outra Vida deve ser o primeiro livro da autora, pois a única coisa realmente útil na biografia dela é que é formada em Direito, e não cita outros livros escritos por ela. Fora isso, a biografia só diz que ela gosta de Jogos Vorazes, Harry Potter, Adele, Bruno Mars e boa comida, além de não gostar de aranhas. 

*IMPRESSÕES FINAIS: Eu acho que é um livro incrível, apesar de que a editora Novo Conceito poderia ter feito um trabalho melhor com o a capa (afinal, eles usaram a capa americana, e existem muitos livros que no Brasil ganham uma capa nova). Com certeza vale a pena ler! 

André Tostes -8C

Os Senhores do Verão

Cinco horas de fila. Cinco horas e meia de espera dentro do estádio. Atraso da banda de abertura de uma hora. Chuva incessante. Uma multidão de gente se apertando e pulando para todos os lados. É assim que eu descreveria mais ou menos como foi um dos melhores dias da minha vida. É claro, estaria faltando o detalhe mais essencial: a menos de 5 metros na minha frente a maior banda de Heavy Metal do mundo rugindo descontroladamente. Foi dessa forma que eu assisti, praticamente da grade, ao show do Metallica no último sábado, 22 de março de 2014, no Estádio do Morumbi.

A espera foi de muita expectativa. Depois de horas na fila e ansiedade dentro do estádio, o público de por volta de 65 mil pessoas ainda teve que contar com o atraso de mais de uma hora da banda de abertura Raven, o que acabou adiando ainda mais a atração principal. Porém, com o término do show da Raven, a equipe do Metallica se mostrou extremamente eficiente, sendo capaz de montar toda a aparelhagem da banda e passar todo o som em menos de 40 minutos. E foi nesse momento que as caixas de som que tocaram diversas músicas o dia inteiro começaram a reproduzir o clássico “It’s a Long Way To The Top (If You Wanna Rock And Roll)” da banda de hard rock AC/DC. Para os desavisados, apenas mais uma música tocando antes de o show começar, para os fãs mais apaixonados, uma mensagem: “O Metallica está vindo”.

Porém, de repente, uma surpresa (a primeira de muitas). Onde muitos esperavam ouvir a icônica música de Ennio Morricone “Ecstasy of Gold” usada pelo Metallica como introdução de todos os seus shows, entrou no lugar um vídeo, uma pequena esquete de dois minutos que mostra todos os membros da banda lendo, em um computador, “críticas e conselhos de fãs”. Críticas e conselhos esses que refletem todas as reclamações e todos os pedidos feitos pelos fãs da banda nos últimos anos, coisas como “More thrash!” (Mais agressividade!) e “Release a f*cking album!” (Lancem a p*rra de um álbum!), todas sendo respondidas de forma muito bem humorada e até mesmo humilde pela banda. A mensagem é clara: O Metallica voltou a ser a banda que escuta e considera a opinião dos fãs sem se submeter a ela, mas também sem ignorá-la completamente.

Mas foi só o vídeo acabar que “Ecstasy of Gold” invadiu o estádio com sua melodia, e esse posso descrever como um dos momentos mais emocionantes de todo o show, quando todas as 65 mil pessoas estavam juntas cantarolando junto com os violinos, esperando, ansiosamente. E, de repente, lá estavam eles, os quatro membros do Metallica, todos lá, na minha frente, martelando os acordes ferozes de “Battery” enquanto o público avançava desesperadamente. Nunca vou conseguir descrever em palavras (ou em nenhuma outra mídia) a sensação que foi ver, a poucos metros de distância, os maiores ídolos da minha vida. O sangue todo subiu à cabeça, a adrenalina disparou e a única coisa que eu conseguia pensar era: “Eles estão ali! Eles existem!” E a única coisa que eu conseguia fazer era cantar. Gritar as letras. “MASTER! MASTER!”

Foi então que o show se mostrou cheio de novidades. Para começar já com a turnê da qual ele fazia parte, a “Metallica by Request”, onde quase todas as músicas foram escolhidas em votação por todos os que compraram ingressos pela internet, o que trouxe ao palco grandes clássicos como “… And Justice For All” e raridades como “Whiskey in the Jar”, música cover que a banda não tocava há mais de nove anos. Outra grande novidade (provavelmente também exclusiva da turnê “by Request”) foi a chance de  membros sorteados do fã clube brasileiro do Metallica não só assistirem ao show do próprio palco, mas também anunciarem para a plateia algumas das músicas que seriam tocadas, como foi o caso da violenta “Sad but True”, da exótica “Whiskey in the Jar” e da clássica “Creeping Death”. E, como se já não bastassem as novidades, o Metallica ainda apresentou sua mais nova composição, “Lords of Summer”, revelada ao público apenas uma semana antes no primeiro show da turnê em Bogotá, na Colômbia. A música é nova, mas durante seus oito minutos de duração, ela consegue capturar o estilo de todas as fases do Metallica e extrair de cada uma o que ela possui de melhor.

Por fim, em termos gerais e críticos, o show (assim como toda a turnê) pode ser considerado uma declaração simples: aquele Metallica que em 2000 insultou os fãs enquanto processava a Napster está morto e enterrado. Agora o Metallica voltou a se preocupar com seu público tanto quanto se preocupa com sua autenticidade. Em termos mais pessoais, o que eu pude ver ali foi um Metallica vivo e orgânico, um Metallica que se aproxima dos fãs, um Metallica disposto a inovar tanto estrutural quanto musicalmente, um Metallica que passou por péssimos momentos e foi capaz de se reerguer, um Metallica que, se for o Metallica do futuro, continuará sendo, indubitavelmente, minha banda favorita. Como diz a letra da mais nova música da banda: “The Lords of Summer have returned.” (Os Senhores do Verão voltaram). Long live the ‘Tallica!

Lucas Akio Nakamura (3H2)

 

Jeremy Irons é um daqueles atores que, assim como James Earl Jones ou Morgan Freeman, são detentores de vozes que valem a pena serem ouvidas. Pode declamar sonetos de amor e mensagens de genocídio com a mesma beleza.

Em Trashed, documentário exibido neste último sábado em uma sessão organizada pelo Colégio, Irons faz uma pesquisa sobre o modo como nós temos “resolvido” o problema do lixo no mundo. Ele parte das consequências dos aterros sanitários nos países pobres, onde eles não são fiscalizados; e nos ricos, onde mesmo os fiscalizados quebram as leis diante da aparente falta de alternativas. Passa então a ver opções como os incineradores e avalia as consequências da dispersão de seus resultados no ambiente ao redor. E termina o panorama pessimista investigando os giros oceanicos, áreas onde as correntes marítimas ficam dando voltas e concentram o lixo jogado pelo mundo todo.

A voz de Jeremy Irons e seu sotaque britânico reforçam a sensação de desespero nos fatos e imagens do documentário. Imagens muitas vezes impossivelmente fortes, inegavelmente chocantes. Mas em nenhum momento gratuitas. Porque a verdade é que, enquanto não formos chocados até o trauma por documentários como este ou como o Uma Verdade Inconveniente de Al Gore, não tomaremos ações significativas para mudar o que vem acontecendo. Eu assisti ao filme e não conseguia tirar da minha cabeça a longa lista de fatos cotidianos, infrações recorrentes que eu cometia, sabendo por alto das consequências que elas sugeriam. Eu continuava tomando água de copos descartáveis, mesmo tendo canecas à disposição no Colégio. Continuava aceitando meus produtos de feira embalados em sacos plásticos. E ainda não tinha feito a lição de casa básica de perguntar e averiguar se o lixo reciclável do meu prédio estava de fato sendo reciclado em vez de ser jogado junto com o resto.

Porém, mais do que tudo, não tirava da minha cabeça uma outra culpa mais inerente e difícil de mudar: a minha culpa como artista. Porque eu estava levando uma vida em prol da criação de experiências estéticas e de ensinar estas experiências aos alunos, mas isso consumia uma quantidade absurda de materiais: papel, tintas feitas de substâncias não-biodegradáveis, telas, solventes, plásticos de todo tipo. E para que? No fim de tudo, qual era o ganho que justificava tudo isso? O documentário me trouxe de volta questões da época de faculdade de Artes: seria possível reciclar esse material? Reciclar uma tela? A tinta seca e inutilizável que restava no final das sessões de pintura? Os tubos de plástico e alumínio das tintas? Pincéis velhos? Seria possível usar tudo isso para fazer mais material de arte?

Por hora, não tenho respostas a isso. Apenas uma vontade enorme de nunca mais comprar outra tela e passar a pintar em papel ou algo reciclado de jornais. Usar as tintas feitas de modo orgânico que eu ensino nas aulas. E varrer a minha casa atrás de todo plástico que possa ser substituído por papel (forros de lixo, sacolas de supermercado, embalagens para guardar alimentos prontos… ).

Trashed mostra exemplos de que reduzir drasticamente esse resultado nocivo é possível. A cidade de São Francisco, conta Irons, tem um programa que reduziu em 75% o lixo gerado na cidade, criando centenas de empregos no processo e economizando milhares de dólares para a cidade. E o passeio pela cidade é guiado por uma mulher, cuja família de três pessoas (e um coelho) conseguiu produzir, no ano passado inteiro, apenas uma sacola plástica cheia de lixo. São exemplos de que, com pesquisa e combatendo a preguiça e os hábitos de uma sociedade de consumo desenfreado e descarte irresponsável, dá sim para termos ambientes bem mais saudáveis e um futuro para nossos filhos.

Vai lá ser traumatizado um pouquinho. Você está precisando e nem sabe disso.​

Pedro Leão – professor de Artes

O melhor jogo de 2013!

Um ano inesquecível foi o de 2013.

 

 

Em meio à uma troca de gerações (coisa que veremos poucas vezes na vida), uma grande ascensão dos games Indies (Como The Stanley Parable, Gone Home, Antichamber…) e muitos, mas muitos jogos marcantes, três games se destacaram, sejam por seus visuais incríveishistórias impecáveis ou gameplays sensacionais:

Grand Theft Auto V

Bioshock Infinite

The Last of Us

 

Entretanto, apenas um pôde ser escolhido como o Melhor Jogo de 2013, em minha opinião. Confira as posições finais, e por consequência, o GOTY 2013:jogo1

 

3º Bioshock Infinite:

Rapture, a cidade submersa que serve de cenário para o primeiro Bioshock, é um dos melhores e mais memoráveis mundos já criados para um jogo. É um tremendo elogio, portanto, dizer que Columbia – A cidade flutuante que tanto contrasta quanto espelha a essência de Rapture e serve de palco ao Infinite – Se equipara, tijolo por tijolo, à sua grandiosidade, ao seu nível de detalhes e a seu aspecto ameaçador. A cidade é linda, viva, e com certeza nos provém um dos melhores visuais dessa geração. Bioshock Infinite é incrível, uma obra de arte desde o momento em que se abra a caixa, até o momento em que se larga o controle ao final, incrédulo com a história. Ele tem seus defeitos e suas repetições, mas apesar de tudo, representa muito bem a terceira colocação, e enriquece ainda mais este TOP 3.

jogo2

 

 

 

2º Grand Theft Auto V:

Depois de cinco anos de espera, a Rockstar nos mostrou o GTA mais ambicioso já feito. Para celebrar o fim de uma geração, o jogo mostrou o quanto os consoles da atual geração podem suportar, extraindo o máximo das plataformas. O resultado foi um jogo lindo, vivo, detalhado desde o maior prédio da metrópole, até o interior de um casebre isolado da sociedade. Com o game, a publisher mostrou que sim, tamanho é documento! Com três personagens entrelaçados, inovando tanto no gameplay quanto na história, e o maior mapa já visto na série, o jogo ganha um ar diferente, e um novo gás para produções futuras.

 

 

1º The Last of Us:

jogo3

GTA V é épico, Bioshock Infinite é incrível, entretanto, The Last of Us nos proporciona aquele algo a mais: A Alma. Com elementos de stealth, sobrevivência, gameplay intenso e história impecável, o game é uma demonstração incrivelmente impressionante de como um jogo pode, e deve ser feito. O jogador começa uma pessoa no início de The Last of Us, e se torna outra totalmente diferente ao seu final. A conexão com este game foi algo que jamais vivenciei, e é executada como poucas vezes já vista. Se você pensa que já sabe o quanto um video-game pode lhe proporcionar, jogue The Last of Us, e mude de ideia, mas tenha em mente: Às vezes, é difícil lembra que, apesar de tudo, ainda é “apenas um jogo”…

“Apenas um jogo”… Tá aí uma frase que, para tal, soa estranha.

Não existe nenhum outro jogo que merecesse tanto estar no TOP 1 quanto esse, e o título é mais que merecido.

JP Truzzi (1C4)

Confira o canal do YouTube:

youtube.com/gameplacejao

 

Não se esqueça de votar em qual é o SEU melhor jogo de 2013:

game-place-do-jao.webnode.com/top-3-2013/

 

Confira também o site:

game-place-do-jao.webnode.com