Filmes: uma forma diferente de aprender

Após a leitura do livro do bimestre, os alunos do 8.o ano do Ensino Fundamental apreciaram um novo olhar sobre as histórias lidas: filmes baseados nos livros. Para as aulas, os alunos puderam escolher – dentre três opções – o livro que mais gostariam de malalaler e, para complementar a imersão na obra, foram exibidos os filmes “Eu sou Malala” e “Sal da Terra”, baseados em duas das opções dos alunos.

Em “Eu sou Malala”, tanto quem havia lido o livro de mesmo nome e quem tinha escolhido outra opção puderam acompanhar o documentário que conta a história de Malala Yousafzai. Ganhadora de um Nobel da Paz,  a garota ativista se tornou uma das figuras mais conhecidas no mundo por causa de sua luta a favor da educação de meninas em seu país, o Paquistão, que até então era controlado pelo Talibã.

Em outra sessão, os alunos acompanharam um pouco da história do fotógrafo Sebastião Salgado e o sal da terraseu projeto “Gênesis” sobre lugares e civilizações inexploradas do planeta no documentário “O sal da Terra”, baseado no livro “Da minha terra à Terra”. Como o filme explora muitos aspectos geográficos, o Professor de Geografia, Pedro Paulo Coelho, também esteve presente para apresentar aos alunos uma visão geográfica do filme.

O evento organizado pelas professoras de Português do 8.o ano, Lenira Buscato, Cátia Luciana Pereira e Grasiela Leite, representou uma forma divertida e nova de travar contato com as obras. “Acho que eles conseguiram visualizar o que leram. Muitos ficaram muito emocionados e percebi que causou um impacto”, comentou Lenira. A professora ainda destacou que os filmes se passavam em lugares pouco conhecidos pelos alunos, como a África e o Paquistão. “Foi uma oportunidade para eles descobrirem novas realidades de lugares que não são parte do cotidiano”, concluiu ela.

Angola é aqui: Pepetela no Band

Ao conhecer o autor de Mayombe, Pepetela (pseudônimo de Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos), os alunos do Ensino Médio se encontraram repletos de perguntas a respeito da vida e luta do escritor que, ainda na década de 60, se juntou ao MPLA (Movimento Popular para a Libertação de Angola). Toda essa experiência foi o que deu vida à obra “Mayombe”.

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Essa foi a segunda vez que Pepetela veio ao Band. Nesta conversa, o foco dos alunos foi descobrir mais sobre a vida do escritor, sua luta na guerrilha para tornar a Angola um país independente e as questões políticas atuais do país. “Foi muito incrível ouvir as histórias que ele tinha para contar. Eu gostei muito que ele falou sobre como a guerra mudou quem ele era, como pessoa. Ouvir alguém que realmente viveu isso foi diferente”, destacou a aluna da 3.a série do Ensino Médio, Júlia Oliveira.

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Em 2016, “Mayombe” representou uma das mais significativas mudanças no vestibular brasileiro: o livro foi adotado para a lista da FUVEST. Esse foi apenas um reflexo das relações já existentes entre a literatura brasileira e a africana.

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“A vinda do Pepetela reforçou esse vínculo. Durante todo momento, o Pepetela deixou claro que estava feliz por saber que estudantes do Brasil, por causa do vestibular, estavam tendo contato com a literatura africana”, contou a Coordenadora de Português, Susana Vaz Húngaro.

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“Eu não tinha muita noção de que o Brasil e a Angola estavam tão integrados. Depois de ouvir o Pepetela falar sobre como os autores brasileiros o inspiraram, me senti muito mais motivada a buscar livros e conhecer a cultura de um país que tem tanta história compartilhada com o nosso”, concluiu a aluna Júlia.

Aos Mestres

A humanidade tem três flagelos: a discriminação, a pobreza e a falta de saber.
A discriminação se resolveria com mais amor por seu semelhante.
A pobreza se resolveria com mais doações – e não só de bens materiais – por aqueles que têm mais.
A falta de saber se resolveria com mais apoio e valorização daquele que transmite o saber desde o início da humanidade: o professor.

Inspetor França

Projeto Cartas Pessoais – 7o ano

No mês de agosto, os 7os. anos puderam vivenciar uma experiência diferente, quase inexistente nos dias atuais: escrever cartas. Quem imaginaria que alunos que vivem a era das mensagens instantâneas pudessem se divertir com essa experiência? Pois eles gostaram (e muito!) da sensação que apenas uma carta pode proporcionar: a possibilidade de poder escrever muito em um papel, a espera pela resposta, o toque no mesmo papel em que esteve a mão do outro há poucos dias…

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Durante duas semanas, os alunos enviaram cartas para amigos de outras classes, familiares ou mesmo amigos de outras cidades. Aprenderam a fazer dobradura de papel para que a cartinha tivesse um formato especial e único e se divertiram muito com a atividade. As professoras Marlene e Paula fizeram o serviço de correio para aqueles que enviaram cartas aos amigos de outras salas. E o sorriso que vinha do rosto daqueles que tinham seus nomes escritos no destinatário da carta marcou o Projeto Cartas! Para a professora Paula, a importância do projeto está em que ele “resgata, de forma lúdica e prazerosa, uma prática esquecida por muitos em uma época em que os e-mails e mensagens instantâneas tomaram conta do cotidiano dos alunos. As cartas estimulam o hábito da leitura e da escrita, bem como melhoram a comunicação dos alunos através da troca de correspondências”

Alegria de escrever e receber cartas

Alegria de escrever e receber cartas

No período em que os alunos estudavam esse gênero textual, um grupo de alunos do Ensino Médio fez campanha para arrecadação de donativos aos refugiados haitianos que estão acomodados precariamente no bairro e em situação de penúria. Uma aluna do 7o. decidiu escrever uma carta, teve o cuidado de traduzir para o francês e encaminhar aos haitianos por meio dos estudantes encarregados da campanha. “Nossa aluna percebeu que a carta poderia ser um veículo de transmissão de mensagem de apoio e solidariedade a quem necessita de amparo. Muito nos orgulha essa jovem. Com essa sensibilidade e iniciativa, ela poderá fazer a diferença na construção de uma sociedade mais humanizada”, observou a professora Marlene.

Expectativa

Expectativa

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Sarau de poesia dos 9.os anos 2016

sarau_1No dia de 3 de setembro, sábado, os alunos dos 9.os anos participaram do VI sarau de poesia do Band. No evento, os alunos leram poemas próprios, fruto do trabalho com poesia realizado durante as aulas de redação no segundo bimestre. Leram também poemas do poeta homenageado, Paulo Leminski, e apresentaram números musicais que tornaram a manhã um encontro marcado pela alegria, descontração, emoção e sensibilidade.

O sarau é a festa de finalização de um projeto denominado Projeto Poesia, que busca estimular a criatividade e sensibilidade dos alunos por meio da leitura e análise de poemas de diversos autores, bem como a observação do entorno, das coisas e pessoas que podem ser objetos de sensibilização poética. A produção dos alunos pode ser conferida na exposição montada na entrada do colégio e em frente à biblioteca.

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Com o apoio da coordenadora de Português, Susana, as professoras de Redação do 9.o ano, Cândida e Simone, organizaram o evento, que contou ainda com a presença da sub-coordenadora Cátia.

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Todas foram unânimes em considerar o sarau um sucesso na medida em que dá palco para os alunos se expressarem num ambiente bem mais descontraído que a sala de aula.

Eis alguns depoimentos dos alunos que compareceram ao sarau:

“Achei uma experiência muito diferente, acho que quando o Miguel se formar, vou pegar o cargo dele e vir todo ano!”- Ingrid de Campos, 9F

“Ambiente agradável, o tempo passou rápido. Gostei de cantar, declamar e de comer”- Laura Yamada e Isabelle Amaral, 9C

“ Foi muito bom passar a manhã com as amigas e descobrir talentos ‘ desconhecidos’”- Bruna Lazar e Isabella, 9C

“ Gostei de conhecer novos talentos e descobrir um pouco mais sobre as pessoas do colégio”- Flávia Bandoni, 9F

“Uma energia muito boa. Eu gostei muito, me surpreendi! ” – Kyra Resende 9D

“Gostei dos poemas que foram lidos porque retratam um pouco a realidade dos alunos”- Maria Clara da Silva, 9D

“Foi uma experiência diferente. Consegui expor minhas ideias e poemas para todo mundo”- Ana Clara da Costa 9B

“ Uma chance única! Muito legal que os alunos possam mostrar quem são”- Victória Oliveira, 9C

“ É bom o colégio proporcionar um tempo e um espaço para fazer o que a gente gosta e ficar com os amigos fora do ambiente de sala de aula” Henrique Paschoal, 9B

Sarau do 9º ano ocupará o Band neste sábado (3/9)

Neste sábado (3/9), o Sarau, organizado pela equipe de Português, proporcionará momentos de música, poesia e aprendizado para os alunos do 9º ano, na biblioteca do Colégio.

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Professoras Cândida e Simone

“O nosso objetivo é fazer com que a poesia esteja presente no dia a dia dos alunos, pois, sabe-se que ela provoca efeitos até mesmo terapêuticos. Portanto, é sempre um prazer organizar este espaço multicultural e livre para expressão como este”, comentou a professora e organizadora, Simone Christine Pedro.

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Durante todo o segundo bimestre, os estudantes trabalharam com produção de poesia, com o tema “tempo”. Dessa forma, para finalizar o chamado “Projeto Poesia”, todos os interessados terão a oportunidade de recitar poemas elaborados por eles mesmos ou de outros poetas – principalmente, o homenageado desta edição, Paulo Leminski. Além disso, os discentes demonstrarão seus talentos musicais a todos os presentes.

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“O sarau de poesia é o lugar perfeito para você declamar seus versos e apreciar a produção de seus amigos. A grande variedade estilística e a riqueza do conteúdo são a marca registrada desta manhã incrível ”, convidou a professora e também organizadora do evento, Cândida Vilares Gancho.

Assista o Sarau do ano passado abaixo:

Concurso Fernando Pessoa 2016

Participantes: alunos da 3ª série do Ensino Médio;

Gênero de texto: livre (prosa, poesia, conto, crônica, ensaio, diálogo, carta…). A única exigência é que o tema seja relacionado ao poeta e/ou seus heterônimos;
Limite de tamanho: até duas páginas;
ATENÇÃO: os textos NÂO devem ser identificados com o nome do aluno, apenas com seu login (número de matrícula) e devem ser enviados pelo e-mail do Band para palavrarte@colband.com.br;
A comissão julgadora será formada pela equipe Palavrarte e outros professores de Português. Serão levados em conta os critérios:
• Coerência em relação ao tema;
• Articulação entre aspecto da poesia pessoana escolhido e estrutura;
• Originalidade;
• Expressividade;
Os três primeiros colocados serão premiados com livros do autor, no dia 30/6 (último dia de provas);
Data-limite para o envio dos textos: 03/6;
Todos os textos serão publicados no blog.

Esperamos seu texto!

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Oficina de Mídia promove leitura, análise e produção em comunicação

A Oficina de Mídia, oferecida como parte da grade curricular de Português para os alunos da 1.a série, iniciou suas aulas deste ano. O projeto visa desenvolver habilidades de comunicação e expressão, produção em grupo, criatividade e leitura das mídias.

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O curso Idade Mídia, presente há 13 anos no contra-turno das segundas series, serviu de base para construção da proposta curricular Oficina de Mídia. “As mídias fazem parte da cultura do jovem hoje, têm incidência na formação de sua identidade. Saber como são produzidas, ou o que vira ou não notícia, é algo fundamental para uma educação contemporânea. O Bandeirantes teve a visão de incorporar isso à grade de Língua Portuguesa”, afirmou o jornalista Alexandre Sayad.

Com encontros em sala de aula e outros também no contra-turno, os estudantes recebem uma proposta de trabalho relacionada a algum produto veículo de comunicação e devem apresentar um protótipo. O primeiro desafio lançado foi o de produzir um podcast (programa de rádio), tendo como motivação trechos literários de textos que serão trabalhados em Literatura ao longo do ano.

Para auxiliá-los com o andamento do projeto, os professores da Oficina, Alexandre Sayad, Bruna Waitman e Júlia Alqueres, realizam plantões de dúvidas semanalmente para que os alunos apresentem suas ideias e tenham orientação de possíveis modos de executá-las. “A ideia é exercitar a autonomia. O nosso trabalho é tirar dúvidas e ajudar eles a criar delimitações, mas eles podem fazer o projeto do jeito que quiserem”, declarou Júlia.

Além disso, os plantões também são espaço para convidados especialistas orientarem os estudantes em relação a questões técnicas. Na semana passada, por exemplo, o radialista André Russo, ex-repórter da Rádio Bandeirantes e atual jornalista da Rádio Estadão, veio conversar com os alunos e mostrar a perspectiva de um profissional. Russo aproveitou a aula para dar uma palestra sobre técnicas de rádio e propor um exercício em grupo para eles colocarem o conhecimento em prática. Nesta semana, Gustavo Poloni, ex-apresentador do Morning Show da Rádio Jovem Pan, irá participar do plantão.

No dia de entrega dos trabalhos, os estudantes devem participar de um Pitch, ou seja, uma apresentação de no máximo 3 minutos, para apresentar o produto criado. A avaliação ficará por conta de uma banca julgadora composta por um dos mentores da Oficina de Mídia e um convidado. Os alunos também irão se autoavaliar em relação ao processo de desenvolvimento do projeto. A nota deles será uma média entre a avaliação dos professores e a percepção dos estudantes.

“Nós acreditamos que trazer a Oficina de Mídia para dentro da sala de aula e fazer com que os alunos coloquem na prática aquilo que eles estão lendo, aprendendo, e produzindo em Língua Portuguesa, gera muito mais sentido para eles”, explicou Susana Húngaro, Coordenadora de Língua Portuguesa do Colégio. “ Além disso, é uma maneira de, de fato, realizar uma alfabetização para a mídias. Muito mais que produzir e interpretar textos, é uma oportunidade que o aluno tem de manter contato com pessoas que efetivamente criam conteúdo e refletir sobre a produção dessas mídias”, completou.

Prof.a Marise lança “Porta-retratos” com sucesso 

Não dá para ignorar a poesia de Marise, cheia de belos achados. É dessa maneira que o músico e poeta Arnaldo Antunes inicia seu texto que preenche a quarta-capa do livro “Porta-retratos” (Ateliê Editorial) da professora de Literatura Marise Hansen.

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Seu primeiro livro de poesia foi lançado em evento no Bar Balcão, região do Jardins. A fila para comprar o livro, receber a dedicatória e tirar uma foto com a autora se estendeu pela calçada e noite adentro.

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Professores, alunos, amigos e parentes lotaram o reduto de escritores da cidade para prestigiar a autora.

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O livro traz poemas que vão de construções clássicas à poesia concreta, que ganham vigor e uma leitura muito própria dos temas que sempre povoou a mente dos artistas e escritores como a morte, o amor e o luar. O texto de apresentação ficou por conta de Ricardo Aleixo.

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“Esse livro é uma continuação da pessoa da Marise. Pois ela é uma das poucas pessoas que conheço que vive poeta – ela exala poesia no seu cotidiano, é um poema ambulante. E este livro é um acontecimento para a literatura”, disse o jornalista Alexandre Le Voci Sayad, do Idade Mídia.

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Após o evento, as redes sociais lotaram de fotos e depoimentos de quem estava presente na noite de lançamentos. E Marise não tardou em agradecer: “A TOD@S que celebraram comigo ontem a vinda do ‘Porta-retratos’ a esse mundo das coisas tangíveis, meu muito obrigada. Amigos, colegas, alunos, família, gente que conheci ontem e ‘já considero pacas’”.

Filme marca enceramento do projeto Tribo dos Golfinhos

A estreia do filme A menina e o golfinho, produzido pelos alunos ao longo do ano, marcou o encerramento  das atividades da Tribo dos Golfinhos. A exibição contou com tapete vermelho, pipoca, refrigerante e muita emoção.

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O projeto foi realizado com alunos dos 7.os, 8.os e 9.os anos e apoiado pelos professores Lenira Buscato, da Português, Mariana Lorenzin, de Ciências, e Pedro Coelho, de Geografia. A produção do filme veio a partir do livro “ A menina e o golfinho”, de Anna Claudia Ramos. O mesmo livro inspirou a Tribo dos Golfinhos, idealizada por Susanna Florissi e Silvia Abolafio, sócias na Editora Galpãozinho, com o objetivo de reunir falantes da Língua Portuguesa ao redor do mundo para discutir questões ambientais.

Durante o curso, os estudantes receberam cineastas, biólogos e geógrafos para diferentes oficinas com o objetivo de proporcionar o embasamento necessário para executar o produto de mídia. Além disso, o projeto envolveu crianças de partes distintas do globo, que também participaram no processo, incluindo um jovem espanhol e alunos de uma comunidade de pescadores em Niterói.

Depois de estudo e pesquisa intensos, eles chegaram ao resultado final. E como não podia deixar de ser, foi feita uma exibição especial. ” A gente fez todo um convite para os colegas, os pais, quem quisesse vir de fora, a Susanna veio, a Ana também. A gente fez um tapete vermelho, pipoca, guaraná, foi realmente uma grande estreia “, contou Pedro. ” O interessante é que a gente procurou estimular o máximo possível que eles fossem autores de todo o processo. Então eles pensaram ‘como que a gente quer que seja essa noite?’ E organizaram tudo”, comentou Lenira.

Para ambos professores, o projeto também se mostrou importante pelo intercâmbio de culturas que ele proporcionou. “Eles acabaram criando uma relação de afeto entre si “, ressaltou a professora de Português.

Confiram o filme: