Sonhava alto

Cada noite, um sonho
Cada sonho um expectativa
Eu sempre sonhei alto
Pensava em cada coisa maluca
Nem sei se meus sonhos vinham do meu cérebro ou da nuca

Um dia sonhei em voar
Em me atirar do alto de uma montanha
Com todos que eu amo
Com todos que me fazem bem
Meu pai, Minha mãe, minhas irmãs…
Eu sei que pularia com mais de cem
Fazendo piruetas,
Acrobacias,
E no final abrir o paraquedas colorido
E ao chegar poder dizer
Sou destemido

Mas como sonho não é realidade
Não espero nada
Só quero em cada sonho felicidade

 

Caio N. Chiamulera, 7F

Amor platônico

Palavras ao vento

Versos com sentimento

Carinho demonstrando afeto

Não sei se esta certo

 

Ceder a este platonico amor

Não que eu queira isso agora

Mas sei que não aguentaria a dor

De te ver indo embora

 

Então pra que tentar resistir

Pra que tentar esquecer

Se meu olhar não me permite mentir

Eu continuo amando você

 

Vitor Iglesias, 7B

Fatal

Par de olhos, que me encanta,
Deixa-me ser novamente criança
E sonhar diante de ti.
Deixa eu te contar histórias engraçadas
E ter o prazer inocente
De ver-te sorrir.

Deixa-me flutuar no teu encanto
E visitar todas as estrelas
Desse espaço iluminado.
Deixa eu te contar dos meus sonhos
E te revelar que é contigo
Que eu tenho sonhado.

Par de olhos dos meus delírios,
Deixa-me ser a imagem
Que brilha em tua retina.
Deixa eu te mostrar o meu mundo
E as histórias que te fiz,
Onde a felicidade nunca termina.

E eu sonharei, belo par de olhos,
Para nós um mundo mágico
Onde não haja o adeus.
Onde brilharás, cheio de encanto,
Sendo para sempre a magia
Que reside nos olhos meus!

Wanderley Rodrigues, inspetor

Reflexão sobre a própria essência

Sou…quem?

Um nome

Que também pertence a outras pessoas?

Algo que nem tive a oportunidade de escolher?

Que já me carrega de sentido antes de nascer?

 

Não, não pode ser

 

E se eu for DNA?

A genética não me diz quem sou e quem vou ser?

Parcialmente…cabe a mim escolher o que fazer com supostas predileções.

É isso! Sou minhas escolhas!

‘Minhas’ escolhas?

 

Se JÁ fiz a inscrição para a Fuvest?

Se vou fazer Direito/ Medicina/ Engenharia?

Se estou namorando (algum menino né! Pelo amor de Deus nosso senhor)?

 

Minhas escolhas são mesmo minhas?

E então Sartre? Estou eu condenada à liberdade?

Ou não seria melhor dizer sociedade?

Sociedade datada de que sou mero produto reprodutor…

Nada sou eu além número

Determinado pelas relações materiais do grupo social em que nasci

Um pedaço de carbono que, se der sorte, logo perderá a consciência.

É, nada sou

Nem mesmo existo

Já não mais penso….

Afinal, pensa quem pode

E aceita quem quer, ou melhor, não quer…sofrer

Mais uma nota da 3H1

Verônica Dufrayer, 3H1

[Feridas invisíveis]

Meu corpo dói

Não mostra feridas,

Nem arranhões

Ou hematomas

Mas isso é porque

a dor não está na superfície,

Onde tudo é visível, claro

E bonito

É mais interno,

Uma parte mais escura

Que ninguém se atreve a explorar

Nem mesmo perguntar a respeito

Por que será?

Talvez por medo do desconhecido?

Ou pelo muito bem conhecido?

XXY, 2B

“Gift”- a realidade do abandono de animais

Ao redor do mundo, há milhões de cães vivendo nas ruas, ou porque foram abandonados, ou porque já nasceram sem lar. Na Holanda, felizmente, todos os cachorros têm onde morar, por conta de medidas restritivas adotadas pelo governo de forma eficiente a evitar o abandono.

Recentemente, a Zoetis, multinacional húngara líder em saúde animal, procurou sensibilizar os espectadores para a questão do abandono de cães, através do poderoso curta-metragem “Gift”. A obra, com duração de cinco minutos, conta com a direção de Zsembuia Zsofia e é estrelada por Bernáth Julia, no papel de Red. Além disso, a participação especial do cão Heather, da Fundação de Proteção Animal de Füsesabony, na Hungria, confere ainda mais realismo e autenticidade à produção.

O enredo do filme é simples e retrata as transformações no cotidiano de uma família após a adoção de Red. As relações, inicialmente harmônicas, caminham para conflitos, revelando as dificuldades e o despreparo da família que fez a adoção. Isso culmina na atitude derradeira da família, que decide pelo abandono da criança. É quando uma nova surpresa ė revelada: a criança, na realidade, foi escolhida para retratar um cão.

Ao comparar o abandono de uma criança ao de um animal, tem-se a grande reflexão do filme, pois fica nítida a crueldade do ato de abandonar. Além disso,  atuação singela da criança como Red confere um tom realista, objetivo e provocador, capaz de atingir diversos públicos. A expressão de tristeza do cão arremata a obra e gera a reflexão sobre a adoção e abandono de animais. Iniciativas como esta são essenciais para caminharmos na direção da realidade holandesa, em que a adoção é um processo de maior consciência e responsabilidade e que vai contra o abandono canino.

Nicole Grossmann, 2B

Sarau de poesia dos 9.os anos

A manhã de sábado do dia 02 de setembro reuniu no Band alunos e professores para mais um sarau multicultural com muitas poesias, músicas, canções, paródias e haicais, todos apresentados com imensa alegria e sensibilidade. Anualmente, o evento marca a finalização do trabalho com o texto poético, realizado pelos professores de Redação e Textos ao longo do segundo bimestre. Durante o encontro, os alunos dos 9.os anos declamaram seus próprios poemas, elaborados durante as aulas, e também poemas do poeta homenageado deste ano, Ferreira Gullar.

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No telão, foram apresentados os trabalhos do Projeto Poesia, com poemas e ilustrações criados pelos alunos. Na oportunidade, todos  compartilharam suas criações e conheceram o trabalho dos colegas. Muitos desses poemas ficaram expostos na entrada do colégio e no primeiro andar, em frente à biblioteca, e puderam ser lidos e apreciados por toda a comunidade bandeirantina.

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“Neste ano, o tema do Projeto Poesia foi a poesia cotidiana, com o objetivo de incentivar a observação e a percepção das sensações e emoções despertadas nos caminhos cotidianos”, explicou a professora Cândida V. Gancho.

A novidade deste ano foi a criação de uma comissão de alunos que ajudou a planejar e a executar o evento. Segundo a professora Simone Christine Pedro, essa iniciativa estimulou ainda mais a participação dos alunos e consolidou a ideia de um sarau “para os alunos feito pelos alunos.”

O professor Alexandre Fukuya participou pela primeira vez do sarau e comentou que se surpreendeu com a capacidade artística dos alunos e se encantou com a seleção de músicas e poemas, muitos dos quais de autoria deles próprios.

Foi uma manhã especial, quando os alunos dos 9.os anos puderam se expressar de diversas formas, individualmente, em duplas, em grupos, revelando seus talentos num clima de muita alegria e descontração.

Vencedores do Concurso Fernando Pessoa – 2017: primeiro colocado: “Multilateralismo contemporâneo”, Felipe Akio Nakamura, 3E1

É com imenso prazer que, após tantos e maravilhosos textos enviados, conseguimos, tarefa ingrata!, escolher os três vencedores do Concurso Fernando Pessoa, edição de 2017. Parabéns aos vencedores e a todos os participantes (que também serão publicados em breve). Aproveitem a deliciosa leitura.

Equipe Palavrarte e Equipe de Português

Multilateralismo contemporâneo

 

Ó telas de LED azul, ó teclas misteriosas, tec-tec-tec eterno!

Admiração incontrolável às redes invisíveis!

Redes que tanto tentam tecer um triste apego.

Eh-lá-hô aplicativos sugadores de tempo!

Eh-lá-hô capital em movimento!

Eh-lá-hô renovações transparentes!

Máquinas que se encontram nas ruas e nas casas e nas escolas,

Dominando, possuindo, divertindo, iluminando, entretendo,

Fazendo-me um escravo de ninguém.

Por todo lugar e espaço sempre ela está,

Mais possessiva do que uma mulher bela que não se trai,

Que se afastando têm-se uma ânsia eterna!

Vem sentar-se comigo, maçã sem sabores, à beira da torre de Wi-Fi.

Sossegadamente observemos sua grandiosidade e aprendamos

Que o indivíduo nada passa de um elétron entre fios condutores,

Insignificante seguindo o plano do Fado.

Conversemos sem demasiadas emoções e sentimentalismos.

Sem aplicativos, nem jogos, nem ligações que levantam a voz,

Nem contatos, porque se os tivesse a bateria sempre se desgastaria,

E sempre iria ter à escuridão.

Teclar é a eterna racionalidade…

Uma vida plena é vivida na inocência,

E a única inocência é não teclar…

O maníaco é um poeta

Poeta sem certa cara

Que não tem meta concreta

Nem possui mente clara.

 

Felipe Akio Nakamura, 3E1