(dois poemas sem título)

Um pássaro na gaiola
Cantando ao som da viola
Sonhando sem demora
Para poder cantar lá fora

Porém o passarinho acordou
E percebeu que não estava mais aqui
E viu que o seu sonho se realizou

Anônimo, 7F

Todo amor que eu queria te dar se foi.
Por que amor sem valor.
É só uma dor.
Dor que quebra todos os sentimentos.
É a paixão que está no coração morre.
Por causa da desvalorização .
Que acaba com os sentidos.
Que nos permitem viver.
Que nos permitem sentir.
Todo o amor que um dia foi sentido e vivido no nosso coração.
Que morreu por falta de compaixão.

Anônimo, 7F

Sonhava alto

Cada noite, um sonho
Cada sonho um expectativa
Eu sempre sonhei alto
Pensava em cada coisa maluca
Nem sei se meus sonhos vinham do meu cérebro ou da nuca

Um dia sonhei em voar
Em me atirar do alto de uma montanha
Com todos que eu amo
Com todos que me fazem bem
Meu pai, Minha mãe, minhas irmãs…
Eu sei que pularia com mais de cem
Fazendo piruetas,
Acrobacias,
E no final abrir o paraquedas colorido
E ao chegar poder dizer
Sou destemido

Mas como sonho não é realidade
Não espero nada
Só quero em cada sonho felicidade

 

Caio N. Chiamulera, 7F

Sinto por você

Quando o amor me atingiu
Ninguém o viu
Só eu o vi passar
Sem nenhum rastro deixar

Foi um estranho sentimento
Como se o mundo não girasse
Mas foi o suficiente
Para que eu me apaixonasse

Não consigo te dizer
O que sinto por você
Só levo comigo a solidão
De não poder pegar em tua mão

Juntos queria estar
Com você no luar
Com seu rosto junto ao meu
Como Julieta e Romeu

Mas como expressar
Algo que não sei explicar
O que não posso é calar
Pois sem você não posso ficar

Por você faria tudo
Sem nenhum discurso
Você é como uma droga
Sei que faz mal mas fico sem curso

Escrevendo aqui estou
Pois por você
Sem rota estou
O que sinto é maluco

E minha vida
Está de cabeça para baixo
Porque simplesmente
Você não é palhaço

Acho que estou doente
Pois o que estou sentindo
Já fez um estrago
Insubstituível

Não consigo me concentrar
Sem em você pensar
É como se o amor fosse ruim
E nunca tivesse fim.

Carolina P. Ferrer, 7F