Microcontos de terror go

“E se meu brinquedo caísse? / E se eu tentasse pegar / E se nessa hora acordasse o monstro da palha / querendo me assustar?”
Quantos de nós já tivemos medo como o pequeno Astolfinho do programa Cocoricó?
E se agora já “crescidos” fôssemos assustados nas escadas, paredes, banheiros do Band com microcontos de terror? Essa é a proposta dos oitavos anos, que nesse 4o.bimestre analisaram contos de terror, suspense e mistério e, em uma atividade livre, sem “valer nota”, escreveram microcontos de terror baseados nos textos lidos (Edgar Alan Poe, Bram Stoker, Ricardo Azevedo, Lygia Fagundes Telles) ou de inspiração livre. Foi um grande desafio, pois os alunos – e as professoras – tiveram de desenvolver e aplicar o poder de síntese.
Nesse Halloween, bastou andar pelo colégio para ter sua paz assombrada.
E bons sonhos.

Profas. Cátia, Grasiela e Lenira; estagiário Gabriel

Para saber nossa inspiração para a atividade, acesse: http://notaterapia.com.br/2016/06/30/os-incriveis-micro-contos-de-terror-em-duas-frases-da-pra-assustar-com-tao-pouco/

Confira na galeria fotos de alguns autores e seus textos

Esses tempos confusos

Parece que voltei ao normal
Tudo
Em seu devido lugar
Finalmente

Tive tempos confusos
Onde tudo
Fora de ordem estava
Porém agora me organizei

Não sinto falta
Das coisas desse tempo
Apenas
Quero um futuro melhor

Livre de várias coisas
De sofrimento desnecessário
Livre de problema horríveis
De desgraças

De batalhas invencíveis
Exércitos desonestos
Curtos devaneios
Coisas desnecessárias

Corações partidos
Brigas em vão
Tudo isso
Quero que desapareça

Mas parece que não fui ouvida
Tudo isso ainda acontece
Pena que deu errado
Esses tempos confusos voltaram
Novamente

Bia Kopel, 8A

Escolha

Se eu tivesse que escolher
Entre ele e você
Eu te escolheria

Se eu tivesse que escolher
Entre você e eu
Eu não me escolheria

Ao contrário de você
Eu não sou racional
Nem realista

Sou sonhadora
Uma garota apaixonada
Porém quase desiludida

Pela dor da rejeição
Fui dilacerada
Queimada

Porém tento esconder
Qualquer sinal de devastação
Mas falho diariamente

Seu olhar me destrói
Como uma lança
Bem no coração

Se você soubesse
O que passo todos os dias
Teria dó

Pois continuo te escolhendo
Mesmo não sendo correspondida
Ainda tenho mais

A dor me dominou
Me tomou inteiro
Não, ainda não

Ainda me mantenho firme
Sempre com esperança
Felizmente

Cada olhar seu
Me desconstrói e constrói
Ao mesmo tempo

Cada gesto
Cada sorriso
Possui inúmeros significados

Pode ser minha alegria
Pode ser minha ruína
Sei que é confuso

Vivo isso
Cada dia da minha vida
É exaustivo

Quase não vejo
A luz no fim do túnel
Acho que é o meu fim

Porém você chega
Alimenta minhas esperanças
Depois as destrói

Aguentar isso
É o meu dia-a-dia
Não sei como

Eu sobrevivo mas
Por fim concluo
Que…

Se eu tivesse que escolher
Entre você e eu
Agora eu me escolheria

Bia Kopel, 8A