Inovando a leitura bimestral no oitavo ano

No 2º. bimestre, as professoras do oitavo ano, Cátia, Grasiela e Lenira, propuseram uma nova forma de trabalhar a leitura bimestral: ao invés de uma única obra, indicaram três livros para que cada aluno escolhesse o de sua preferência. Como os gêneros textuais trabalhados até então haviam sido entrevista e notícia, os livros sugeridos partiam de diferentes fatos conhecidos mundialmente e de autores-personagens importantes: Cem dias entre o céu e o mar, de Amir Klink; Eu sou Malala, de Malala Yousafzai e Da minha terra à Terra, de Sebastião Salgado. “Ler envolve muito mais que decifrar palavras, é preciso compreender profundamente o que se lê, processo que é auxiliado pelo bom planejamento das atividades chamadas ‘antes-durante-depois’ da leitura”, apontou a professora Cátia.

Obras lidas no 2o. bimestre do 8o. ano

Obras lidas no 2o. bimestre do 8o. ano

Em relação a tais atividades, os alunos na ocasião responderam a perguntas comuns às três obras e que estimulavam o leitor a expor seu posicionamento como Qual o momento crucial vivido pelo personagem central de seu livro? Você consegue se imaginar vivendo a mesma situação? Se não, por quê? Se sim, como agiria no lugar do personagem? Por quê?. “A troca das impressões de cada aluno, tanto sobre o mesmo livro quanto sobre as diferentes leituras foi bastante interessante e instigou alguns a participarem das duas sessões de cinema – com direito a pipoca – que fizemos como atividade final”, comentou a professora Grasiela, que se referiu aos dois dias em que os alunos puderam assistir na escola aos filmes Malala e O sal da terra.

8F responde às perguntas sobre as obras e se prepara para a troca de experiências.

8F responde às perguntas sobre as obras e se prepara para a troca de experiências.

Obras para a leitura do 3o. bimestre do 8o.ano.

Obras para a leitura do 3o. bimestre do 8o.ano.

Com a boa aceitação da proposta, as professoras decidiram repetir a dose agora no 3º. bimestre, sugerindo mais três obras, todas sobre o tema guerra (mundial ou civil): O menino do pijama listrado, de John Boyne; O diário de Anne Frank, de Anne Frank e Muito longe de casa – memórias de um menino-soldado, de Ishmael Beah. “Um ou outro título pode ser escolhido por poucos ou por muitos alunos, o que importa é a possibilidade de poderem escolher e a chance de conhecerem uma obra pelos olhos do colega, e ampliarem assim o repertório de leituras/experiências”, completou a professora Lenira.

Você realmente conhece Frankenstein?

No primeiro bimestre, os alunos do oitavo ano leram a obra Frankenstein, de Mary Sheley, e realizaram diferentes atividades de compreensão da obra, aprofundando a leitura. Um dos desafios foi elaborar um criativo cartaz para incentivar os alunos do sexto ano a conhecerem a obra. A atividade foi feita em grupos, usando o aplicativo PicColage, no tablet. Ao final, cada turma escolheu o melhor cartaz da sala.
Divirtam-se…ou seria assustem-se??

Professoras Cátia, Grasiela e Lenira

8A

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8B

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8C

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8G

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Entrevista com João Carlos Marinho

  1. O que lhe inspirou para escrever o livro “O gênio do crime”?

O gênio do crime ele tirou de sua infância, quando colecionava seus álbuns de figurinhas.

  1. O que inspirou a turma do gordo?

Ele queria um grupo de crianças detetives com personalidades diferentes

  1. Onde você se inspirou para criar seus personagens dos livros?

Os personagens, ele se inspirou nele mesmo. Algumas pessoas que João Carlos conheceu viraram personagens de seus livros.

  1. De onde você tirou as características dos vilões de seus livros?

Ele tirou as características dos vilões de alguns gibis que lia quando era criança.

  1. Qual o livro mais importante?

O Gênio do Crime vende bastante, anualmente a media é 50% O Gênio do Crime e 50% os outros. Mas ele gosta muito dos outros também.

  1. Você pretende aumentar a turma do gordo?

Nunca se sabe. Hoje, alguns personagens, dependendo da história, são mais utilizados que outros.

  1. Em que ano começou a ser autor?

Para valer foi em fevereiro de 1969, lançando O Gênio do Crime, mas desde criança já escrevia.

  1. Quando se formou já pensava em ser escritor?

Ele não sabia, pois um livro rende pouco. Ele escolheu uma profissão tranquila (advocacia) para se sustentar.

  1. Quais livros e autores você lia quando era criança?

Contos de fadas e Monteiro Lobato, seus favoritos eram Caçadas de Pedrinho e Reinações de Narizinho.

  1. Qual foi o livro mais difícil de escrever?

O Gênio do Crime, pois é o primeiro e um dos mais longos.

  1. Rivelino era seu ídolo no futebol no tempo em que escreveu o livro de O Gênio do Crime?

Ele achava Rivelino um ótimo jogador, tanto que ele é a figurinha mais rara do livro.

  1. Alguém te inspirou a ler?

Sim, seu pai, seu avô e o editor de Monteiro Lobato que lia as historinhas que Joao escrevia quando era criança.

  1. Você ficou feliz porque fez bons livros?

Sim, ficou orgulhoso de saber que nós queríamos visitá-lo.

  1. Quanto tempo você demora para escrever um livro?

Seu novo livro escreveu em três meses, mas O Gênio do Crime demorou dois anos.

João Carlos Marinho acaba de lançar um novo livro que se chama O Fantasma da Alameda Santos.

Matias Prata Asquino – 6ºC

Clube do Livro no Fundamental

Quem lê, ganha tempo e conhecimento. Não há contra-indicações. Mas nem sempre o hábito da leitura está associado ao prazer, sobretudo dentro das exigências dos exames. Visando despertar nos alunos o interesse pela leitura por prazer, há três anos é realizado nos 6.os e 7.os anos, na disciplina de Português, o Clube do Livro, que consiste em um momento de troca de livros entre os próprios alunos. O projeto é organizado pelas professoras Paula Martins e Marlene Pissolito.

clube_do_livro_2013_3Uma vez por semana, nos minutos finais da aula de Português, os alunos ficam livres para explorar os livros trazidos pelos colegas e têm a liberdade de levar o livro que mais os interessar para casa. “O aluno ainda coloca, no livro que vai emprestar, um bilhetinho explicando por que o achou tão interessante e marcante em sua vida”, explica Paula.

clube_do_livro_2013_4Além disso, o aluno ainda leva uma pequena ficha na qual pode avaliar a história contada e ressaltar os pontos que achou mais ou menos interessante, promovendo um diálogo entre os colegas, como comenta a professora Marlene: “Muitas vezes, logo que o livro é devolvido, os que emprestaram correm para ver o que o colega achou, é muito interessante”.

clube_do_livro_2013_1Os alunos que participam acabam descobrindo um gosto pela leitura que antes desconheciam e acabam criando o hábito de “devorar” histórias e aprender com elas. “A atividade não é obrigatória, então vai totalmente do interesse do aluno. Mas mesmo quando não pegam um livro emprestado, eles estão sempre folheando os livros dos colegas, olhando as diferentes histórias”, lembra Susana Vaz Hungaro, coordenadora da disciplina de Português.

clube_do_livro_2013_2Mesmo não sendo cobrados, não são incomuns os casos de alunos que procuram conversar com as professoras a respeito dos livros lidos por meio do Clube do Livro. Demonstrando esse interesse pelas diferentes histórias é possível conhecer um pouco mais sobre o perfil de cada série, os gêneros mais apreciados pela geração e o tipo de narrativa que mais os atrai. Nos últimos tempos, os romances de aventura e mitologia são os mais esperados pelos alunos.