Entusiasmo

Quão rica e recompensadora

Fábrica de sonhos!

Me conduza e projete, a reflexões lógicas,

Lança luz e cores numa bela história;

E onde nunca estive surpreenda-me!

Embalando um belo sono, com muito mais prazer.

 

Do mesmo modo, cinzenta massa de sabedoria,

Rejuvenesce o semblante

E deixe o tempo passar;

Quanto ao sorriso, traga este de volta,

Quero muito com ele, o coração alegrar.

 

E assim durmo…

Enquanto nascentes, Formação de rios,

Corredeiras constantes,

Vão irrigando e lapidando terras;

Em meio a mais um sonho, enquanto o sono durar.

 

Ressonando, deslumbro-me!

Já é a primeira hora, meu corpo pode sentir;

Vi muitas flores, criações animadas

Densas matas, frutos e pássaros,

Reluzente sol, prontificando a lhes cobrir.

 

Tão sábia, segui assim a natureza;

Vencendo o descaso, a intolerância, também a dor,

Persistente igual ao amor de mãe

Constante há encontramos bela,

E o que mais se destaca nela;

É o puro e, verdadeiro Amor.

 Adalberto O Santos, inspetor

Vitória perdida

e é sozinho em meu quarto

sob o calor das cobertas

que no escuro da noite eles vêm

aqueles que atormentam o sono

e adiam a alvorada

 

mas nenhum se compara a ela

que no meu peito se pendura

e torna o essencial para a vida

em um incômodo fardo pulsante

 

e seu peso me força a reviver

as lembranças inexistentes

de um universo paralelo

onde o sono não tarda a vir

 

e com sua indiferença dilacera

todo meu raciocínio para que assim

possa reclamar posse sobre mim

e com corpo e mente tomados enfim

me resta a derrota, meu triste fim

 

fadado a mais uma noite

sonhando acordado

vivo este pesadelo

 

enquanto ela dorme tranquila

inconsciente da sua conquista,

sua vitória perdida

 

 

Fábio Pontes Araújo, ex-aluno, 2009

Esconderijo

Eu, sozinha na escuridão,

Com uma caneta mastigada,

Uma folha amassada

Irei abrir meu coração

Estão prontos para ouvir

As palavras que nunca consegui proferir?

Estão prontos para ler

As palavras que nunca consegui escrever?

Então aqui estão elas

As mais tristes,

As mais belas

Por que não é isso que faz a tristeza?

Te mostra que são nas coisas mais simples

Em que encontramos as mais complexas belezas

XXY, 2B

(dois poemas sem título)

Um pássaro na gaiola
Cantando ao som da viola
Sonhando sem demora
Para poder cantar lá fora

Porém o passarinho acordou
E percebeu que não estava mais aqui
E viu que o seu sonho se realizou

Anônimo, 7F

Todo amor que eu queria te dar se foi.
Por que amor sem valor.
É só uma dor.
Dor que quebra todos os sentimentos.
É a paixão que está no coração morre.
Por causa da desvalorização .
Que acaba com os sentidos.
Que nos permitem viver.
Que nos permitem sentir.
Todo o amor que um dia foi sentido e vivido no nosso coração.
Que morreu por falta de compaixão.

Anônimo, 7F

A(mar)

Se o mar fosse amor,
Este estaria vazio,
Todo ele,
Foi dado ao meu amor,
Que há de ele usar,
Usar ao próximo.
O mar se enche novamente,
A menina parou de amar,
Todo o amor que tinha,
Foi-se acabar,
Tudo o que ela queria era se apaixonar,
Entrar no mar e se afogar,
As ondas tocar,
E na areia afundar.

 

Leila Hussein Orra,  7C

Sonhava alto

Cada noite, um sonho
Cada sonho um expectativa
Eu sempre sonhei alto
Pensava em cada coisa maluca
Nem sei se meus sonhos vinham do meu cérebro ou da nuca

Um dia sonhei em voar
Em me atirar do alto de uma montanha
Com todos que eu amo
Com todos que me fazem bem
Meu pai, Minha mãe, minhas irmãs…
Eu sei que pularia com mais de cem
Fazendo piruetas,
Acrobacias,
E no final abrir o paraquedas colorido
E ao chegar poder dizer
Sou destemido

Mas como sonho não é realidade
Não espero nada
Só quero em cada sonho felicidade

 

Caio N. Chiamulera, 7F

Amor platônico

Palavras ao vento

Versos com sentimento

Carinho demonstrando afeto

Não sei se esta certo

 

Ceder a este platonico amor

Não que eu queira isso agora

Mas sei que não aguentaria a dor

De te ver indo embora

 

Então pra que tentar resistir

Pra que tentar esquecer

Se meu olhar não me permite mentir

Eu continuo amando você

 

Vitor Iglesias, 7B

Fatal

Par de olhos, que me encanta,
Deixa-me ser novamente criança
E sonhar diante de ti.
Deixa eu te contar histórias engraçadas
E ter o prazer inocente
De ver-te sorrir.

Deixa-me flutuar no teu encanto
E visitar todas as estrelas
Desse espaço iluminado.
Deixa eu te contar dos meus sonhos
E te revelar que é contigo
Que eu tenho sonhado.

Par de olhos dos meus delírios,
Deixa-me ser a imagem
Que brilha em tua retina.
Deixa eu te mostrar o meu mundo
E as histórias que te fiz,
Onde a felicidade nunca termina.

E eu sonharei, belo par de olhos,
Para nós um mundo mágico
Onde não haja o adeus.
Onde brilharás, cheio de encanto,
Sendo para sempre a magia
Que reside nos olhos meus!

Wanderley Rodrigues, inspetor