Alunos se voluntariam para participar de aulas de reforço

Motivados desde o início das aulas, alunos do 6.o e 7.o ano com um bom desempenho se voluntariaram para participar das aulas de reforço de Português oferecidas durante o bimestre pelas professoras Yeda Mafra e Marlene Pissolito.

Professoras Marlene e Yeda

Professoras Marlene e Yeda

Todo ano, alguns estudantes com dificuldade em Língua Portuguesa são convidados para participar das atividades de reforço. O intuito é auxiliá-los a melhorar os resultados durante os bimestres, através de exercícios resolvidos em sala, junto com o apoio da professora para tirar dúvidas.

Em 2016, alunos não convocados se voluntariaram para as aulas também. Segundo as professoras, a atitude fez com que a atividade fosse mais valorizada.“Foi ótimo, porque tirou a ideia de que reforço é apenas para alunos fracos”, comentou Yeda. “É motivador. Quando eles decidem ir por conta própria significa que [o reforço] é algo bom e dá valor ao que é oferecido pelo Colégio”, completou Marlene.

Devido a grande procura pelo reforço, agora também serão realizados plantões de dúvida de Português para os alunos de 6.o e 7.o ano. Assim, estudantes com dúvidas pontuais em algum assunto podem comparecer e fazer questionamentos, sem a necessidade de acompanhar toda uma aula.

Oficina de Mídia promove leitura, análise e produção em comunicação

A Oficina de Mídia, oferecida como parte da grade curricular de Português para os alunos da 1.a série, iniciou suas aulas deste ano. O projeto visa desenvolver habilidades de comunicação e expressão, produção em grupo, criatividade e leitura das mídias.

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O curso Idade Mídia, presente há 13 anos no contra-turno das segundas series, serviu de base para construção da proposta curricular Oficina de Mídia. “As mídias fazem parte da cultura do jovem hoje, têm incidência na formação de sua identidade. Saber como são produzidas, ou o que vira ou não notícia, é algo fundamental para uma educação contemporânea. O Bandeirantes teve a visão de incorporar isso à grade de Língua Portuguesa”, afirmou o jornalista Alexandre Sayad.

Com encontros em sala de aula e outros também no contra-turno, os estudantes recebem uma proposta de trabalho relacionada a algum produto veículo de comunicação e devem apresentar um protótipo. O primeiro desafio lançado foi o de produzir um podcast (programa de rádio), tendo como motivação trechos literários de textos que serão trabalhados em Literatura ao longo do ano.

Para auxiliá-los com o andamento do projeto, os professores da Oficina, Alexandre Sayad, Bruna Waitman e Júlia Alqueres, realizam plantões de dúvidas semanalmente para que os alunos apresentem suas ideias e tenham orientação de possíveis modos de executá-las. “A ideia é exercitar a autonomia. O nosso trabalho é tirar dúvidas e ajudar eles a criar delimitações, mas eles podem fazer o projeto do jeito que quiserem”, declarou Júlia.

Além disso, os plantões também são espaço para convidados especialistas orientarem os estudantes em relação a questões técnicas. Na semana passada, por exemplo, o radialista André Russo, ex-repórter da Rádio Bandeirantes e atual jornalista da Rádio Estadão, veio conversar com os alunos e mostrar a perspectiva de um profissional. Russo aproveitou a aula para dar uma palestra sobre técnicas de rádio e propor um exercício em grupo para eles colocarem o conhecimento em prática. Nesta semana, Gustavo Poloni, ex-apresentador do Morning Show da Rádio Jovem Pan, irá participar do plantão.

No dia de entrega dos trabalhos, os estudantes devem participar de um Pitch, ou seja, uma apresentação de no máximo 3 minutos, para apresentar o produto criado. A avaliação ficará por conta de uma banca julgadora composta por um dos mentores da Oficina de Mídia e um convidado. Os alunos também irão se autoavaliar em relação ao processo de desenvolvimento do projeto. A nota deles será uma média entre a avaliação dos professores e a percepção dos estudantes.

“Nós acreditamos que trazer a Oficina de Mídia para dentro da sala de aula e fazer com que os alunos coloquem na prática aquilo que eles estão lendo, aprendendo, e produzindo em Língua Portuguesa, gera muito mais sentido para eles”, explicou Susana Húngaro, Coordenadora de Língua Portuguesa do Colégio. “ Além disso, é uma maneira de, de fato, realizar uma alfabetização para a mídias. Muito mais que produzir e interpretar textos, é uma oportunidade que o aluno tem de manter contato com pessoas que efetivamente criam conteúdo e refletir sobre a produção dessas mídias”, completou.

Filme marca enceramento do projeto Tribo dos Golfinhos

A estreia do filme A menina e o golfinho, produzido pelos alunos ao longo do ano, marcou o encerramento  das atividades da Tribo dos Golfinhos. A exibição contou com tapete vermelho, pipoca, refrigerante e muita emoção.

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O projeto foi realizado com alunos dos 7.os, 8.os e 9.os anos e apoiado pelos professores Lenira Buscato, da Português, Mariana Lorenzin, de Ciências, e Pedro Coelho, de Geografia. A produção do filme veio a partir do livro “ A menina e o golfinho”, de Anna Claudia Ramos. O mesmo livro inspirou a Tribo dos Golfinhos, idealizada por Susanna Florissi e Silvia Abolafio, sócias na Editora Galpãozinho, com o objetivo de reunir falantes da Língua Portuguesa ao redor do mundo para discutir questões ambientais.

Durante o curso, os estudantes receberam cineastas, biólogos e geógrafos para diferentes oficinas com o objetivo de proporcionar o embasamento necessário para executar o produto de mídia. Além disso, o projeto envolveu crianças de partes distintas do globo, que também participaram no processo, incluindo um jovem espanhol e alunos de uma comunidade de pescadores em Niterói.

Depois de estudo e pesquisa intensos, eles chegaram ao resultado final. E como não podia deixar de ser, foi feita uma exibição especial. ” A gente fez todo um convite para os colegas, os pais, quem quisesse vir de fora, a Susanna veio, a Ana também. A gente fez um tapete vermelho, pipoca, guaraná, foi realmente uma grande estreia “, contou Pedro. ” O interessante é que a gente procurou estimular o máximo possível que eles fossem autores de todo o processo. Então eles pensaram ‘como que a gente quer que seja essa noite?’ E organizaram tudo”, comentou Lenira.

Para ambos professores, o projeto também se mostrou importante pelo intercâmbio de culturas que ele proporcionou. “Eles acabaram criando uma relação de afeto entre si “, ressaltou a professora de Português.

Confiram o filme:

Projeto reúne lusófonos ao redor do mundo

O projeto extracurricular, A Tribo dos Golfinhos, destinado aos 7.os e 8.os anos, tem como objetivo conectar alunos que falam português ao redor do mundo e discutir questões ecológicas.IMG_1636

Idealizado por Susanna Florissi, proprietária de Torre de Babel Idiomas, o projeto tem como base o livro “A menina e o golfinho”, de Anna Claudia Ramos e aborda assuntos de Língua Portuguesa, Biologia e Geografia. No Bandeirantes, os professores orientadores são Lenira Buscato (Língua Portuguesa), Mariana Lorenzin (Biologia) e Pedro Paulo Coelho (Geografia).

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Durantes os encontros, os estudantes receberam visitas de figuras como biólogos e cineastas, além de participarem de video conferências com alunos de outras escolas, como por exemplo uma de Niterói, no Rio de Janeiro.

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“É importante para eles entrarem em contato com outras crianças e estabelecer vínculos”, declarou a professora Lenira. No final do ano, a ideia é que os participantes produzam um video baseado no livro de Anna Claudia.

Sarau do Band toma conta da Casa das Rosas e do Colégio

Dando ainda mais espaço à poesia, a equipe de Língua Portuguesa do Colégio organizou dois saraus no mês de outubro: um na Casa das Rosas (Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura) e outro no Band – ambos com direito a música e poesia.

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Segundo a professora Marise Hansen, “Os dois saraus foram eventos muito especiais e preparados com muito carinho pela equipe. O da Casa das Rosas, realizado num espaço dedicado à poesia, contou com muito talento e sensibilidade de alunos do 9º ano e da 2ª e 3ª séries do Ensino Médio. O do Band, uma homenagem à poeta Cecília Meireles, teve a participação não só de alunos, mas de professores de diferentes disciplinas, como Juvenal, de Biologia, e Pérsio, de História.”

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A poesia de alunos, funcionários e professores ocuparam o casarão francês localizado na Avenida Paulista pela segunda edição. Além das palavras declamadas, a música e o canto também entraram em cena. O aluno Lucas de Santana Scocca, que participou dos dois saraus, declarou que “O sarau é uma iniciativa muito interessante por parte da equipe de Português, principalmente porque é uma oportunidade para os alunos mostrarem seus poemas e suas músicas aos outros, que podem conhecer o lado artístico dos colegas. Sempre que eu puder, vou tocar e cantar nos saraus!”

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Já a professora de Língua Portuguesa Cátia Luciana Pereira afirmou que “esses eventos são muito importantes para manter a literatura viva. É bom para os alunos verem que a literatura não está apenas nos livros”.

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No Band, os alunos das 3.as séries do Ensino Médio, participaram de um sarau temático em homenagem a Cecília Meireles, na Biblioteca, em que eles, junto dos professores, puderam recitar poemas e também mostrar seus talentos com os mais diversos instrumentos musicais. Para o professor Pérsio, que leu trechos do Romanceiro da Inconfidência, ensaiar para o Sarau foi uma atividade diferente e divertida, e participar dele foi como “abrir uma janela para a humanidade”.

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Sarau 2014: poesia e expressão

O Sarau, realizado desde 2010, abriu espaço para os alunos dos 9.os anos se expressarem. A primeira edição ocorreu em comemoração aos 10 anos do Projeto Poesia. Já a edição deste ano homenageou a poetisa Cecília Meirelles, que faleceu há 50 anos.

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Durante o segundo bimestre, os alunos estudam e também produzem poesia.  A produção incluiu este ano um livro digital, no qual cada dupla de alunos escolheu poemas para montá-lo e os declamaram em gravações. Para isto, utilizaram o aplicativo Book Creator, podendo também ilustrar o livro e gravar suas vozes.

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“A poesia trancada em sala de aula não tem a menor graça”, comentou a professora Simone Christine.  “Com o Sarau, os alunos podem compartilhar com os colegas os seus poemas e conhecer o de outros e também cantar. O Sarau é multicultural”, completou.

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“O que eu mais gostei no Sarau foi que os alunos puderam apresentar seus talentos”, comentou a estrudante Manoela Ribeiro. “Também gostei do fato de podermos interagir com pessoas de outras classes e poder conhecer os poemas deles”, completou.

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A professora Cândida Gancho destaca que é importante o Colégio trabalhar com a poesia na prática e não apenas com a teoria. “O fato dos alunos se envolverem mostra que a poesia tem espaço, ela revela características muito importantes como a sensibilidade e o jogo lúdico da linguagem”, contou.

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Do Brasil para Macau. De Macau para o Brasil

Como parte de um projeto de troca de correspondência entre falantes de português, os alunos dos 8os. anos escreveram cartas para jovens de Macau, na China, e receberão cartas postadas por eles.

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A atividade faz parte de estudo desenvolvido pelo professor Roberval Teixeira e Silva, da Universidade de Macau, e envolve escolas em que se ensina o português, seja como língua materna, seja com segunda língua. Graças a contato feito pelas professoras Karla Somogyi e Lia Ceron, durante seminário mundial sobre os estudos de língua portuguesa, a parceria com o Bandeirantes foi firmada

A troca de correspondências tem diferentes objetivos — desde explorar com os alunos as peculiaridades do gênero carta, até estimular a reflexão sobre a língua portuguesa no mundo atual, passando pelo contato com outros adolescentes que vivem em realidades bastante distintas e pela análise de como se expressam em português.

“As discussões em sala de aula a respeito da língua portuguesa no mundo atual foram muito ricas e os alunos se empenharam bastante na produção de suas cartas”, afirmou a professora Simone Pedro.

A professora Lenira Buscato disse que algumas das aulas foram gravadas e que o material, a ser enviado a Macau, será objeto de estudo por parte de especialistas da área de língua portuguesa.

Veja algumas fotos tiradas durante a produção das cartas.

Sarau para o Poetinha

Em comemoração ao ano do centenário do Poetinha, como era conhecido, a biblioteca se metamorfoseou em um aconchegante espaço para um emocionante sarau em homenagem a Vinicius de Moraes. O evento reuniu professores e alunos dos 3.os anos no intervalo da manhã e lotou o local, devido ao grande interesse dos participantes em presenciar este momento único que representa quase que uma despedida poética do ano letivo antes das revisões.

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“Já tínhamos a ideia de fazer este sarau para o Vinicius dois anos atrás”, explicou a coordenadora de português, Susana Vaz Húngaro; “O sarau está em sua 3.a edição e sempre contamos com um número muito grande de alunos interessados tanto em comparecer ao evento quanto em declamar os poemas e participar das apresentações”, completa.

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O sarau contou com a participação de alguns professores convidados, que contribuíram com desde declamações até apresentações musicais, como foi o caso do professor Guilherme de Benedictis, que mais uma vez trouxe seu violão para dar uma melodia agradável ao evento.

sarau_vinicius_100_anos_3“É um momento muito bonito, é sempre emocionante. Os alunos vêm falar com a gente, depois, pedindo mais eventos assim ao longo do ano”, contou Susana.

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Professoras participam de Simpósio de Gêneros Textuais

As professoras da disciplina de Língua Portuguesa Cátia Luciana Pereira e Yeda Lenza compareceram este mês, pela primeira vez, ao 7.o Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais, em Fortaleza (CE). O evento tem como objetivo discutir a relação entre os gêneros textuais nas diferentes esferas da atividade humana, desde a própria educação à comunicação por meios digitais.

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Professoras Cátia e Yeda

A principal proposta do Simpósio é a de que todas as perspectivas teóricas e metodológicas se encontrem em um só ambiente e possam, dessa forma, debater em conjunto a variedade dos gêneros textuais imersos nas múltiplas culturas humanas. “Muitos estudiosos, de doutores a graduandos, passando por professores e pesquisadores, se reúnem no Simpósio para trocar conhecimento e debater a respeito do seu tema central, além de aproveitarem a oportunidade para compartilhar experiências e práticas”, conta Cátia.

O evento, dado o grande número de participantes e temas a serem abordados, oferece aos presentes com uma diversidade muito grande e rica de atividades e palestras, desde os debates à mesas redondas com grandes pesquisadores da área e mini-cursos de capacitação e workshops. “Às vezes eram tantas opções que ficávamos em dúvida entre 3 ou 4 atividades que de queríamos participar ou a assistir, comenta Yeda. “Mas no final conseguimos estar presentes em boa parte daquilo que gostaríamos de entrar em contato e tivemos uma experiência riquíssima”, completa.

A professora Cátia chegou a apresentar parte de sua pesquisa de mestrado durante o evento, o que rendeu um grande despertar de interesse e curiosidade por parte dos presentes. “Na minha pesquisa falo sobre gêneros textuais digitais, o que é algo bastante presente no cotidiano do aluno aqui no Band.

Uma outra profissional, que havia se apresentado antes de mim, mas sobre o mesmo tema, contou que na escola em que trabalhava eles até possuíam um blog para produções do alunos, mas que estes muitas vezes se sentiam acanhados em abri-los para o público por acreditar que teriam como leitores somente seus professores”, explica Cátia. “No Band é completamente o oposto: o blog Palavrarte surgiu como uma oportunidade para os alunos interessados de expor suas produções textuais. É imprescindível, para o aprendizado, que o aluno se desprenda dessa noção de que os textos só são feitos para serem avaliados pelo professor e mais nada”, conclui.

Poesia e descoberta no 9.o ano

No sábado, dia 31 de agosto, os alunos do 9.o ano do Ensino Fundamental vieram ao colégio para celebrar a poesia, em um evento de conclusão do trabalho feito em sala de aula, nas aulas de Língua Portuguesa.

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“É o terceiro ano que realizamos o Sarau”, explica a professora Cândida Beatriz Vilares, que auxiliou os alunos na montagem e realização do evento ao lado da professora Simone Christine Pedro; “Trata-se de um evento que finaliza um processo de trabalho com poesia que eles fazem no 2.o bimestre”, completa.

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Durante as aulas foram trabalhados diversos aspectos da poesia, desde a análise de poemas famosos e de suas estruturas, bem como técnicas para a produção de poemas próprios. Dentre as atividades realizadas durante o 2.o bimestre, durante o Projeto Poesia, constam a leitura e análise de textos de diversos poetas, a confecção de coletânea de poemas, um encontro com o poeta Eucanaã Ferraz e a produção de um trabalho multimídia com a ajuda da equipe do laboratório multidisciplinar.

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O sarau é o ponto máximo do evento. “É quando os alunos podem se soltar, deixar um pouco de lado a timidez e descobrir que por meio da poesia eles podem se expressar de um jeito novo e totalmente diferente”, comentou Cândida.

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Vestidos a caráter, um grupo de alunos surpreendeu seus colegas com uma representação teatral do coro grego, homenageando o poeta e escritor Vinícius de Moraes, auxiliados pela professora Simone. “Foi um momento planejado para ser um pouco mais dramático; dessa forma, foram escolhidos para serem declamados poemas como “A Rosa de Hiroshima” e “A Bomba Atômica”, explicou a professora.

Além disso, esse ano o sarau contou com participações especiais de alunos que se interessaram em mostrar um pouco de seu talento musical, o que garantiu ao evento um caráter multicultural. Ultrapassando o limite de série, o aluno Lucas Martho Marcon, do 2.o ano do Ensino Médio, participou do evento tocando e mostrando um pouco de sua produção musical. “Tivemos mais de 80 textos selecionados pra exposição nos biombos da sala dos professores”, comentou Simone; “A produção foi excelente este ano, conseguimos encher quatro biombos para exposição e ainda teremos que fazer um rodízio para que caibam todos os textos!”, contou.